sábado, 8 de outubro de 2016

Uma luz no fim do túnel: Finalmente cura para o HIV?


Cientistas britânicos acabam de desenvolver um tratamento que provavelmente poderá ser o tão esperado tratamento definitivo para curar efetivamente os portadores do vírus HIV. Há muito que já se especulava acerca de prováveis curas, até mesmo com métodos nada convencionais e sem comprovação científica.

Entretanto, neste ano, recebemos uma boa notícia! Pesquisadores de cinco das principais universidades britânicas, junto com a NHS (Sistema de Saúde Britânico) acabam de desenvolver um tratamento pioneiro, ainda em fases de teste, claro. 50 pacientes portadores do vírus HIV foram submetidos ao tratamento. Ao examinar um dos 50 pacientes, não fora encontrado nenhum traço do vírus em seu sangue, o que pode apontar um provável sucesso no experimento. Mas como todo cientista realmente competente e responsável, eles afirmam ainda ser cedo para constatar se a cura foi de fato efetiva. Ainda precisará passar por um longo período de acompanhamento para constatar se de fato o paciente está curado, ou se o vírus estava apenas adormecido.
O tratamento consiste em 3 etapas:

1-Administração de medicamentos anti-retrovirais para prevenir que as células T – células do sistema imunológico infectadas pelo vírus – continuem expelindo milhões de cópias do vírus.

2-Infectar os pacientes com um vírus que estimula o sistema imunológico, dando-lhe a capacidade de encontrar e destruir as células T infectadas.

3-Administrar no paciente um segundo medicamento conhecido como vorinostat que ativa as células T dormentes, forçando-as a expressar proteínas associadas ao HIV e sinalizando-as ao sistema imunológico que pode, em seguida, destruí-las. Esta técnica tem sido chamada de estratégia ‘chutar e matar’ (tradução livre do inglês ‘kick and kill’).

O objetivo desse tratamento é remover todos os traços do vírus no corpo do paciente, incluindo as células reservatório (células que servem como incubadoras dos vírus). É justamente a presença dessas células reservatório, que dificulta ainda o diagnóstico final de cura, pois as mesmas podem guardar formas dormentes do vírus por um longo período de tempo, até mesmo muitos anos, que depois se reativarão, reiniciando a infecção.

Em seu depoimento, o paciente que assou pelo exame afirma:

“Seria ótimo se a cura tivesse acontecido. Meu último exame de sangue foi há algumas semanas e não foi encontrado nenhum vírus. No entanto, isso pode ser resultado da terapia anti-retroviral, por isso é necessário esperar para ter certeza”, disse o paciente, de 44 anos de idade, ao jornal inglês The Sunday Times.

Mesmo que ainda leve um certo tempo para que esta possa de fato se tornar uma terapia real e viável, finalmente traz uma luz de esperança para as pessoas que convivem diariamente com a infecção e precisam se submeter aos tratamentos de coquetéis anti-retrovirais.

Acredito que nos próximos 5 ou 10 anos, se esta terapia for realmente aprovada, finalmente o terror do destino que geralmente abate essas pessoas, poderá chegar ao fim. Marlon

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