terça-feira, 25 de novembro de 2014

Demais . . .


Que caiam as lágrimas que temos nos impedido de chorar.
Que o solo seja lavado a tal ponto de não restar as marcas de nosso corpo pesado que se arrasta pela vida.
Que a chuva traga de volta a assembleia de deuses que se afastaram, quando a desordem e o egoísmo absolutos se instalaram.
Que a enxurrada carregue embora toda teoria fundamentalista feita para causar medo e fortalecer a tolice.
Que essa alegria seja o fim da minha oração.
Adriano Gustavo Di Andrade

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