Surpresa

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terça-feira, 31 de março de 2015

O sapateiro que consertou o mundo



Amo meu bairro moro aqui há dez anos (PENHA-ZL-SP) e ficarei por aqui e até o dia que a morte me rapte para minha verdadeira pátria.
Desde que cheguei aqui frequento o mesmo sapateiro, ele renova meus sapatos, coloca novos brilhos e no final eles ficam resignificados. O nome dele é João deve ter quase 60 anos, casado e com alguns filhos. Frequento sua sapataria a pelos menos dez anos.
Em 2009 ele me confessou enquanto consertava meu sapato:
- Meu sonho sempre foi ser professor Marlon, disse João um tanto quanto emocionado.
-Porque João?- Perguntei.
-Porque é a profissão mais bonita para um homem, respondeu João.
Guardei em minha emoção suas palavras em seguida fui embora desejoso que um exército de anjos tornasse seu sonho realidade, porque como escrevi em meu livro O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO-Diário secreto de um garoto de programa A MORTE DE UM SONHO É MAIS TRISTE DO QUE AMORTE DE UM HOMEM.
Em 2011 voltei lá e ele me disse todo feliz que estava fazendo uma faculdade para se tornar professor, ele falava e falava das delicias de ser professor e achava cegamente que seu oficio consertaria o mundo. Apesar de todos os meus defeitos, eu consigo ficar feliz com a alegria alheia e isso me absolve do meu desamor diante do outro muitas vezes.
No final de 2012 eu retornei a sapataria e ele me disse que havia parado o curso, pois não tinha condições de continuar por falta de dinheiro, o que ganhava consertando sapatos mal dava para alimentar sua família, disse ele.
Ao ouvir isso experimentei uma fraqueza sagrada e sangrada, um medo muito grande de um dia não poder mais escrever. Seu sonho havia virado sua miséria anônima.
Tentei dizer para ele tentar uma faculdade e conseguir bolsa de estudos através de projetos sociais, mas ele me disse que tentou e não conseguiu pontua o mínimo possível.
Eu fiquei visivelmente triste, porque no Brasil quando tempos um sonho ninguém nos ajuda a conquista-lo e sozinho o caminho mais fácil é desistir. Eu fiquei deprimido e mudo por alguns estantes e ali a minha impotência estava denunciada. Porque nem Deus, nem você, nem eu somos tão humanos a ponto de construir um pódio para o perdedor. Seu amor pelos sapatos velhos o torna alquimista das inutilidades, isso me deixa desconcertado, porque o meu maior medo hoje é amar apenas o que é útil, eu não quero eu não posso.
Ele percebeu a minha tristeza e tentou me consolar dizendo:
-Eu gosto muito de consertar sapatos, faço isso desde criança , aprendi com papai e nunca mais parei, tem pessoas Marlon que ao ter o sapato restaurado tem de volta a alegria de viver, existe sapatos que são mais que sapatos, disse ele com um sorriso cheio de esperança. Prontamente me lembrei do poeta Rubem Alves que dizia: tem coisas que são mais que coisas .Fui embora anulado como pessoa incomum e capaz. Eu queria mesmo vomitar em Deus a minha fúria diante dele, diante da vida, diante de você, mas o que poderia eu diante de um Deus tão poderoso e inexorável?
Esta semana voltei lá e levei dois sapatos para ele devolver-lhes a vida roubada pelo chão ingrato de São Paulo, conversamos mais um pouco, mas ele nem tocou no assunto da faculdade, enquanto consertava me dizia dos prazeres de devolver a vida a sapatos mortos, com uma linguagem bem simples ele me fez refletir sobre a nossa obrigação de consertar um mundo.
O mundo falhou para João, mas João não falhou para o mundo, existe uma poesia indizível nesse conceito que se esbarra na mística do amor, amor pelo mundo, amor pelos sapatos velhos, amor pela humanidade.
A parte triste da historia é que o Brasil é o pais do futebol, do carnaval e da desigualdade social, jamais seremos o pais das oportunidades.
Mas a parte boa é que andei pensando que podemos começar a consertar o mundo a partir do que ainda não somos.
Um passado triste, um presente doente e um futuro morto tudo isso costurado no tecido humano chamado João.
A gente começa a consertar o mundo cumprimentando o porteiro do nosso prédio, dando um lanche para um mendigo sem que ele precise justificar o motivo de ser um adicto, a gente conserta o mundo quando arrancamos as grades do coração e nos permitimos ser amigos e sentar na mesma mesa das putas, mendigos, travestis, sapateiros e tantos outros que nossa arrogância coletiva nos faz desprezar, porque esquecemos que nós somos o outro. A gente conserta o mundo quando deixamos de postar selfies e mais selfies, ostentando sem perceber a nossa incapacidade de lidar com uma autoestima esmagada e com nossa falta de capacidade de oferecer caridade a nós mesmos. A gente conserta o mundo quando controlamos nossa vontade diabólica de fazer fofocas da vida alheia e espalhar esse mal no mundo, a gente conserta o mundo quando nos aproximamos de algum em uma balada, site ou rua e de cara não vamos logo perguntando qual sua profissão, a gente começa a consertar o mundo quando pelo menos uma vez por semana tiramos cinco minutos para derramar luz no sonho alheio, à gente começa a consertar o mundo quando invés de postar picas, cu bucetas e uma vida ‘’luxuosa’’ postamos uma poesia. A gente começa a consertar o mundo quando dividimos o guarda chuva com alguém. A gente começa a consertar o mundo quando ficamos menos tempo em academias de musculação e mais tempo entre livros. Quando aprendermos a consertar a nos mesmo as centenas de compartilhamentos, comentários e curtidas nas redes sociais não faram mais o menor sentido, você topa começar agora?
Pelé, Ronaldinho, Neymar, abandonam filhos em fase terminal em hospitais, transam com travestis e abandonam em qualquer esquina da vida ou da alma como se fossem sapatos velhos e ainda declaram que futebol deve ser prioridade e não hospitais, e mesmo assim pedimos autógrafos a eles, a culpa é nossa porque no dia que começarmos a pedir autógrafos aos professores o nosso purgatório pessoal fica menor.
No texto Eu tomo conta do mundo Clarice Lispector nos convida a fazer isso também, mas passado quase quarenta anos de sua morte ninguém esta disposto a cuidar do mundo.
João queria ser professor, acho que não será porque trancou seu sonho na gaveta do esquecimento e perdeu as chaves. Isso é muito triste, mas a boa nova é que ele continua cumprindo seu oficio de consertar um mundo consertando sapatos.
João aumentou meu amor pelo mundo e isso inclui amar mais ainda meus sapatos, tentarei salva-los da morte sempre que possível, e quando não for mais eles jamais entraram no mundo do esquecimento, eu o promoverei ao mundo dos significados.
Dedico esse texto a todos os sapateiros do mundo porque eles assim como João nos convida de forma simbólica a consertar o mundo quando passamos a não olhar mais para estrada para prestar a atenção no formato dos nossos próprios pés.
Essa historia ainda não acabou dentro de mim, mas eu quero que acabe, não, não eu não quero que acabe. Vou tomar um copo de agua para rega-la dentro de mim, talvez nasça uma flor ou um espinho, mas eu te aviso companheiro, eu te aviso sim.
João somos todos nós, inundados de ausências, descontinuidades e uma esperança difícil, mas chama-se esperança!
Marlon

segunda-feira, 30 de março de 2015

Gozando


Ejaculação é a ação física pela qual ocorre a liberação de esperma. Usualmente ocorre pelo estímulo durante o ato sexual ou masturbação, ou involuntariamente, como na polução noturna. Geralmente vem acompanhada de intensa sensação de prazer, o orgasmo. O processo se inicia com contrações involuntárias dos músculos do epidídimo, ductos deferentes, vesícula seminal e próstata, que liberam fluidos que são conduzidos para a parte posterior da uretra. Então, contrações involuntárias e rítmicas dos músculos pélvicos dão propulsão ao sêmen, que passa através da uretra e deixa o pênis. Tipicamente após a ejaculação ocorre o período refratário, ao longo do qual não há resposta a estímulos sexuais e, portanto, não pode ocorrer outra ejaculação.
O problema mais comum relacionados à ejaculação é a ejaculação precoce, que geralmente traz insatisfação durante o ato sexual. Outros problemas incluem a ejaculação retardada, em que o indivíduo leva muito tempo para liberar o sêmen, ou mesmo a anejaculação, no qual o indivíduo não é capaz de chegar à ejaculação. Ejaculação retrógrada acontece quando ocorre a entrada de fluido seminal para a bexiga.
Marlon

Sexos


Qualifico como orgia, menage, swing o sexo que - feito entre mais de 2 indivíduos -, ainda tem o contato físico entre 3 ou mais. Sendo que se não for assim, fica classificado como Voyeurismo .
Marlon


quinta-feira, 26 de março de 2015

É


Você foi o maior dos meus casos.
De todos os abraços o que eu nunca esqueci.
Você foi dos amores que eu tive.
O mais complicado e o mais simples pra mim.
Você foi o melhor dos meus erros.
A mais estranha história que alguém já escreveu.
E é por essas e outras.
Que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez.
Esqueci de tentar te esquecer.
Resolvi te querer por querer.
Decidi te lembrar quantas vezes.
Eu tenha vontade sem nada a perder.
Roberto Carlos

O Gosto do sexo sem rosto - Book Trailer (+18 )


Você sabe o que é Pilates?


Todo mundo já sabe o quanto é importante para a saúde a prática de exercícios físicos, porém não são todas as pessoas que apreciam a prática de caminhada ou corrida e as atividades realizadas em academia. Atualmente, uma das alternativas para essas pessoas é o Pilates. Esse método de condicionamento físico e mental foi criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967) e, mesmo com exercícios aparentemente suaves, os movimentos realizados no Pilates proporciona o alongamento e a fortificação do corpo de forma integrada e individualizada, além de melhorar da respiração, diminuir o stress, desenvolver consciência e equilíbrio corporal, melhorar a coordenação motora e a mobilidade articular e proporcionar relaxamento. Outra proposta do Pilates é oferecer uma nova maneira de seus praticantes se relacionarem com o mundo.

Os exercícios de baixo impacto e de poucas repetições proporcionam resultados eficazes e, ao mesmo tempo, menos desgaste das articulações e dos músculos, tornando-o praticável por atletas profissionais a pessoas sedentárias. Realizados com precisão, os movimentos do método podem ser feitos por pessoas de todas as idades, inclusive as que sofrem de problemas ósseos e musculares ou até de dores crônicas. Em casos como esses, é importante que o trabalho seja conduzido por um fisioterapeuta. Dessa forma, ele transmite a mensagem “independentemente da situação em que esteja, você pode e deve se mexer”.Um dos diferenciais do Pilates está na sua versatilidade e na variedade de movimentos. Ao perceber melhoras em suas saúde física e mental, o aluno tem sua autoestima elevada. O controle da respiração, por exemplo, permite ao praticante controlar sua ansiedade. Outra função muito apreciada é a de pós-tratamento de coluna, pois trabalha também com o fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna. Além disso, a modalidade também serve de escudo contra o estresse e a fadiga.

Por poder ser executado de infinitas maneiras, é importante que todo praticante de Pilates seja acompanhando por profissionais especializados, que consigam avaliá-lo fisicamente. Esses orientadores também precisam dedicar muita atenção, além de conhecer os limites e as necessidades dos pacientes, por isso, o número de praticantes por profissional não deve ultrapassar dois por aula. As aulas devem ser de duas a três vezes por semana. Na hora de escolher o Pilates, informe-se se o profissional é da área da fisioterapia ou da educação física. Essa escolha deve ser feita de acordo com o objetivo do aluno. O fisioterapeuta tem o conhecimento necessário para tratar o paciente, enquanto o profissional de educação física, prepara o condicionamento físico.
MARLON

terça-feira, 24 de março de 2015

É assim


''Um dia você vai perceber que percebeu tarde demais''.
C.F

O gosto do sexo sem rosto: capítulos


Festival de picas.
Entrevista: teste do pauzão.
Michê de rua aperta o pau na calça jeans.
Pornografia pesada.
Travesti na cama com Diego.
O cheiro da cueca vermelha.
O prazer do anal é a dor?
Apenas chupei o cu dele.
Chupei meu próprio pau, bebi minha própria porra; confesso, porra de baiano é deliciosa.
Sexo como você nunca viu
Primeiro programa: Diego e Alexandre. Tocar em suas mãos apresentou ao meu coração um sentimento antes desconhecido, mas não sei dizer...
Revelando o inusitado.
Uma pica gigantesca.
O melhor da vida é goiabada.
Gozei na boca e na cara dele.
O avesso dos desejos.
Todo michê foi criança, sentiu medo de fantasmas e chorou no colo da mãe.
Como impressionar o parceiro na cama.
A tolerância é o termômetro da conversão.
O melhor de ser garoto de programa é fazer aviãozinho, dizia Tonny.
É pecado se render aos sentimentos homoafetivos?
Na urgência de um abraço.
Até que ponto somos vítimas do hábito?
O céu de minha infância.
Bissexualidade é o sexo do futuro?
Alexandre: quem é esse homem, afinal?
Avenida Paulista.
Avenida São João.
Diego, Sandro e mais um.
Museu do Ipiranga.
A morte de um sonho é mais triste do que a morte de um homem?
Parque do Carmo.
Alexandre com o juízo preso em minha cueca.
Favônio.
Sua mão é meu abrigo.
Deus, antes de ser de justiça, é de misericórdia. A Bíblia me parece excludente e contraditória.
Como aceitar as descontinuidades?
Avenida Vieira de Carvalho: orgias, drogas e baladas LGBT.
Diego e o suicida.
Comunhão na hora do orgasmo.
Parada LGBT em São Paulo.
A profecia da borboleta marrom.
Ganhando o pão e comendo a carne.
Diego, Deus e diálogos malditamente permitidos.
Matei Deus e saí da gaiola.
Pavor é uma vida sem amor.
Michel volta para o jogo. Mas existe jogo?
Sexo como você nunca viu.
Percebendo os sinais... Mas havia sinais?
A rejeição dói como um câncer aceso no coração de Diego.
Descobrindo meu próprio sol.
Coração de príncipe.

O gosto do SEXO sem rosto entre os mais vendidos


Scat: ninguém quer entendê-los


O fetiche conhecido como scat pode abarcar o tesão por cuspe, suor, chulé, vômito, mijo, peido e merda – ou tudo isso misturado. É até comum encontrar quem goste de levar umas cuspidas durante aquele sexo louco, no entanto manusear cocô, ou idolatrar os gases de alguém é algo para poucos. Com o tesão por merda é assim: o mesmo cu que é penetrado torna-se abominável quando defeca.

Para fazer esta matéria, contatei os entrevistados via sites especializados em scat, ou em comunidades do Fetlife. Apenas um dos participantes é um amigo pessoal, que me mandou uma mensagem privada ao saber da pauta e me revelou altos segredos. Todos eles usam nomes fictícios, porque, caso contrário, seriam condenados e zoados pela gentalha.

Perguntei a todos os entrevistados qual a primeira lembrança que tinham sobre gostar de scat. Em todos os relatos é possível perceber que é uma experiência positiva para eles, não associada ao prazer pela humilhação (que não seria também algo necessariamente problemático):

Silvia: me lembro que quando era criança gostava de brincar com xixi. Eu morava em um sítio e fazia em lugares diversos, em potinhos… Eu fazia no banho e passava no corpo.

Poopy Pants: eu tinha doze anos e fiz cocô nas calças enquanto olhava uma revista Playboy. Me masturbei pela primeira vez naquele dia, sentindo minhas calças cheias de merda.

Rickyb58: eu comecei com 14 anos. Li uma carta na Revista Penthouse de alguém que gostava de colocar bananas no cu e cagá-las para fora. Quis tentar. Como eu tinha dificuldade em colocar bananas descascadas na minha bunda, então eu apenas comecei a cagar nas calças e amei a sensação.

Léo Scat: desde criança, com 7 ou 8 anos de idade, tenho lembranças de gostar de merda. Nessa idade, inclusive, cheguei a cheirar a bunda de um amiguinho meu e só confirmei que adorava cheiro de cu sujo e de cocô.

Cezinha: com uns 14 anos de idade, no meio dos meus pornôs “normais” que eu baixei, veio um de uma japa que vomitava numa panela, mexia e comia de novo. Ela repetia isso por uns 10 minutos, era uma panela grande, parecia que ela estava cozinhando algo do jeito que ela mexia. Era muito foda e isso me deixou extremente excitado.

Vivo Clarotim: meu gosto por scat veio tarde. Há dois anos, vendo um site de pornô gay, me deparei com esse vídeo de scat. Achei interessante, não sei bem a princípio o que me chamou atenção, mas gostei. Logo segui vendo mais vídeos, até que encontrei no mesmo site outro vídeo desse mesmo cara e gostei mais ainda.

Natasha Vilarino- Jornalista



Mijadas


Tenho 24 anos, moro no Zona Leste de Sampa. Curto suvaco de macho, suor, cheirão de pica e cu suado. Cheiro por horas um suvaco peludao e fedido. Curto tomar muito mijo, nada melhor que um mijão de macho na cara e na boca. Meu whatsapp: 11 9 8351 1167 email: cassio.andrade2014@globo.com Quem quiser me dar um banho e de mijo e tiver afim de varias linguadas no cuzinho suado e sujo só me contatar.

Crescer dói , mas sempre vale a pena


O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa.
Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 23 de março de 2015

Edu, sempre sinsível e exato como o FIM das coisas


Me representa


DASA



Todos nos sabemos que o sexo é um desejo inerente e belo, eu particularmente acho que durante o sexo é o momento em que o homem mais se aproxima de Deus e escrevi bastante sobre isso em meu livro: O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO-Diário secreto de um garoto de programa. Sabemos como é bom fazer sexo de forma livre e plena com quem escolhemos, sabemos como isso vivifica e alegra nossas vidas e devolve o saber a ela. Existem centenas de variações sexuais e eu particularmente acho fantástico todos esses territórios. Existem pessoas que sentem prazer através da tortura física, existem pessoas que curtem sexo com sujeiras inclusive com fezes, existem pessoas que pratica sexo grupal, com acessórios, com participações especiais existem muitas formas de fazer sexo e eu acho valido e bonito esse processo de explorar o próprio corpo e descobrir formas de prazer, fazer sexo não é pecado e não é errado, mas é necessário entender isso como uma experiência de limite, e não como ferramenta para anestesiar todas as nossas dores e incapacidade de lidar com as frustrações.
Em algumas pessoas e não são poucas, o sexo é vivido como vicio o que caracteriza uma doença aterrorizante e mortal porque conduz a DSTs, suicídio, abortos e muitas outras situações de risco. A boa noticia é que esse caminho pode ter volta só depende de você.
Tenho encontrado muitas pessoas feridas em seus afetos e marcadas por uma sexualidade mal vivida então fazendo pesquisas sobre o assunto encontrei um lugar que sem duvida pode resolver ou ajustar esse problema.
D.A.S. A. Dependentes de amor e sexo anônimos é uma irmandade anônima orientada por 12 passos que visa recuperar pessoas totalmente viciadas em sexo ou amor. Conheci o grupo e fiquei fascinado pelo trabalho salvífico que eles fazer para resgatar pessoas que antes eram escravas de seus desejos, fantasia e fetiches. Não se trata de uma religião, embora o programa de 12 passos aplicados tenha reconhecimento espiritual, as reuniões são gratuitas e abetas ao publico e é dividida por três partes primeira parte leituras e depoimentos, segunda parte intervalo onde as pessoas trocam informações e fazem um lanche dentro da própria sala e a terceira parte que é feita de partilhas e encerramento. Cada membro tem o direito de falar durante sete minutos, podendo escolher falar ou não.
Achei fantástico tudo aquilo e não tenho duvida que ali naquele lugar muitas vidas foram transformadas e redirecionadas para a luz. Ouvi de tudo, pessoas viciadas em prostituição, bichos, pornografia, masturbação compulsiva a ponto de sangrar o próprio pênis, adultério e muitas situações de risco muitas delas não tenho autorização para citar nesta postagem. O problema dessa doença que tornam as pessoas viciadas em sexo é que elas deixam de viver para explorar sua sexualidade, perdem emprego, amigos, casamento, muito dinheiro, e principalmente a alegria de viver. Ao contrario do que pensei não é um ambiente pesado e triste, pelo contrario rola um clima de descontração e amizade, seus membros a maioria jovens e muito bonitos tentam se amparar uns nos outros através dessa terapia de espelho onde doente cura doente. Acredito muito no poder curativo da palavra e estou certo que no D.A.S. A a doença sai pela boca enquanto o remédio entra pelo ouvido.
Embora ainda visto por muitos como um vício apenas, a dependência de amor e sexo é uma doença, terrível, fatal e progressiva que leva seu portador inexoravelmente à loucura ou à morte prematura. A doença da dependência de amor e sexo se caracteriza por uma obsessão pela dependência de pessoas e/ou relacionamentos sexo-afetivos, ou ainda pela anorexia sexual e afetiva, que se instala lentamente na vítima, até, nos últimos estágios, dominá-la inteiramente.
Apesar da imensa gravidade da doença, pouco ou nada se sabe com certeza sobre suas causas. Acometendo algumas das pessoas que são dependentes, de forma aleatória, a dependência de amor e sexo atinge indistintamente homens e mulheres de qualquer idade e de todas as raças, ateus e religiosos, intelectuais e analfabetos, pobres e ricos. O dependente, pelo seu comportamento imprevisível, causa desajustes, angústias, privações e aborrecimentos a todos aqueles que o cercam.
Embora progressiva, a dependência de amor e sexo pode ser detida em sua marcha. Para isso é necessário que o dependente se abstenha totalmente de padrões de comportamento ativo de dependência de amor e sexo. Quando a doença se manifesta só resta detê-la, pois o portador, mesmo abstêmio durante anos, se praticarem um único padrão de comportamento tem grande chance de logo estar praticando tanto ou mais do que antes. Essa vivencia sadia com relação ao sexo e amor pode se conseguir pela aceitação, voluntária, do Programa de Recuperação de Dependentes de Amor e Sexo Anônimos – D.A.S.A. Depois de anos de vida em função da dependência de amor e sexo, a pessoa tem que aprender a viver sem ela. Sozinho, sua chance é mínima. Com Dependentes de Amor e Sexo Anônimos – D.A.S.A. esta chance aumenta consideravelmente.
Vale lembrar que esse programa de recuperação não tem o objetivo de fazer as pessoas abandonarem sua sexualidade, apenas reorienta os participantes a vivê-la de forma livre e saudável.
Se você se identificou com essa postagem vale a pena conhecer o grupo e tentar identificar se esta vivendo seus desejos de forma patológica ou saudável.
Na cidade de São Paulo as reuniões funcionam todos os dias da semana e toda segunda-feira é voltada apenas para o publico LGBT.
O D.A.S. A esta espalhado por todas as partes do Brasil encontre um grupo próximo de sua casa através do site. www.slaa.org.br
Boa sorte e grande beijo a todos.
Marlon Albuquerque