domingo, 28 de dezembro de 2014

Clarice Lispector


Por onde passo tento deixar o melhor de mim, se ninguém percebe é porque tem o coração fechado''.

sábado, 27 de dezembro de 2014

E você daria?


A Boneca Fashion Happy que vem vestida de "fadinha" , salto alto , asinhas e maquiagem foi o assunto da semana por todo o mundo .
O que ela tem de tão diferente ?
É por essa ninguém podia imaginar , a linda boneca tem uma genitália masculina por de baixo da saia , e isso chocou adultos e crianças .
A boneca é produzida na china e já é vendida na Argentina . Uma mãe ao adquiriu a boneca e viu o órgão genital Masculino na mesma se escandalizou e logo postou um video e uma foto em sua rede social .
Agora você me diz , será que o povo argentino são tão liberais assim que já querem ensinar as crianças desde muito cedo a tolerância ?!
Essa boneca ainda vai dar muito o que falar já que a comunidade transgênero da Argentina se pronunciou dizendo que a infância de muitos teria sido mais fácil se brinquedos como esses existissem quando eram crianças .
A rumores que muitas bonecas do tipo serão lançadas . Vamos esperar para ver .
E você daria essa boneca para sua filha ou filho ?
Marlon

Jacqueline Rodrigues


O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO... Sem dúvida uma história de vida, e superação. Um livro fantástico, envolvente do início ao fim,, superando medos, carência e preconceitos... Diego, vítima de uma sociedade hipócrita e mascarada....

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ana Paula Matos


Parafilias, violência e derramamento de amor, tudo isso costurado no tecido humano chamado Diego. Parabéns escritor por esse livro tão sensível e feliz.
Diego somos todos nós cheios de ingenuidade roubada e inundados de indigências anônimas.

Jessica Silva


Obrigado leitora Jessica Silva pelo carinho imenso com meu trabalho e comigo.
Marlon

Tenda


Meu amigo há uma beleza insondável no verbo ‘’entender’’. Há uma riqueza infinita no conceito sugerido. Entender é entrar na tenda. É penetrar o significado. Eu o entendo à medida que entro na tenda com você. Eu compreendo melhor quando faço o exercício de entrar em seu mundo. Entro para conhecer seus bastidores. Entrar cabe a mim, mas a minha permanência depende de você.
MARLON

domingo, 21 de dezembro de 2014

Pacto


''Não era amor, era um pacto de dor que ela havia feito consigo mesma''.
MARLON

O outro


''O outro que caminha ao nosso lado cheio de feridas no coração nos recorda o que somos e dessa recordação nasce o nosso desprezo, não aprendemos a lidar com esse confronto''.

Não presta


A minha palavra será sempre vitoria da fragilidade,porque ela é capaz de construir um pódio para o perdedor,porque ela é contraria, e porque é contraria ela é capaz de constatar beleza nos restos de gente espalhados por ai.Minha palavra é um pacto irrecusável com o direito de ser precário,inadequado,limitado e medroso. Nela eu reconheço o meu desejo de retornar ao paraíso curar seus habitantes da vergonha e contar a historia de outra forma. Covardia e coragem me define e me absolve pelo desejo de revelar as belezas do mundo a partir do que ''não presta''.
MARLON

O amor sobrevive


''O amante nunca esgota a pessoa amada, porque esse esgotamento é morte pura do amor. O amor não sobrevive do que sabemos e sim do que ainda não sabemos. Esse misto de mistério e sacralidade é o que nos faz eleger o outro como lugar de nossa reinauguração humana''.
MARLON

A volta de Jesus


Jurgen Moltmann, grande teólogo alemão contemporâneo, aprofunda de maneira muito preciosa o conceito de esperança .
Segundo ele, a esperança cristã deve ser sempre operante, porque nos mobiliza a atualizar no tempo a presença do esperado.A preocupação com a volta de Jesus por exemplo não faz o menor sentido se ela não nos encoraja a pelo menos tentar diminuir as dores do mundo''.
MARLON

sábado, 20 de dezembro de 2014

O fim do mistério


Frequentemente sou questionado por leitores, sobre o prostíbulo onde se passa a historia central do meu livro, alguns personagens tiveram nomes modificados a pedido dos mesmos, e a própria casa de prostituição eu mudei o nome, para evitar problemas, mas atendendo a pedidos inúmeros, o mistério acabou O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO se passa neste lugar. Master boys o lugar onde Diego ganhava o pão e comia a carne.
MARLON


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Jean Willys


Jean desde que lancei O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO a minha vida tem sido marcada por inúmeras alegrias, sem duvida ser lido por você é uma das maiores. Obrigado pelo carinho com meu trabalho e comigo. Você me representa e isso não tem fim.
Grande beijo!
Marlon

Cleuza Costa




Confesso que fiquei com um pouco e vergonha de ler este livro, mas a cada pagina uma ansiedade de ir para a próxima pagina e próxima da próxima. Afinal eu tinha que saber qual seria o fim do Diego, do Alexandre e foi surpreendente.

Vagner Vieira





Boa noite, li seu livro e amei a história o livro e ótimo. Parabéns!
Eu trabalho em uma distribuidora de livros, vi o titulo e a capa e me interessei.
O meu departamento inteiro esta lendo rs.
Mas Diego é bem poético,então isso da uma amenizada na pornografia.
Umas das cenas mais picantes foi quando o Diego fez um programa junto com o Sandro,e a cena dos irmãos gêmeos também.
Sinceramente, muitas são realidades.
Uma das cenas mais chocantes é a que o Michel fala que chupou o próprio pai.
Cara... Sinceramente achei o livro ótimo do começo ao fim.
Não sou muito chegado à leitura, mas esse livro eu li inteiro em três dias.
Amei.
Só achei que deveria ter falado mais sobre a identidade do Alexandre.
Pois é, um livro pornográfico, mas de uma historia muito emocionante.
Parabéns!

Lesbica cristã se mata por medo da rejeição da familia


Elizabeth Lowe, de 14 anos, tinha contado aos amigos mais íntimos que poderia ser lésbica e que estava lutando para conciliar seus sentimentos com a sua própria fé. Ela também estava preocupada com ter que contar a seus pais sobre sua orientação sexual.Um dos colegas de Lizzie contou à polícia que a amiga tinha dúvidas se seus pais aceitariam bem sua orientação sexual. A adolescente também havia falado sobre suicídio com os amigos e já tinha se automutilado no passado, o que chamava de “mecanismo de defesa”. Outro conhecido disse que ela estava “encontrando dificuldade para se conectar com Deus, porque achava que estava mentindo para ele”.




quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Santidade




Não precisa ser homossexual para saber que essa comunidade sofre preconceitos avassaladores por parte da comunidade evangélica, sou a favor da liberdade, seja como for, seja quem for. Antes de ser escrita a primeira linha da bíblia já existia homossexualidade, entre os bichos também ha homossexualidade, o apostolo Paulo era homoafetivo e a teologia esta ai para provar. A teologia também pelo menos uma parte dela que o rei Davi teve um relacionamento homossexual com Jonatas. Jesus em tempo algum jamais disse uma palavra se quer que reprove a pratica homoafetiva. A homossexualidade não é um comportamento aprendido e sim um instinto natural e necessário. 94% dos jovens gays que se matam no Brasil são evangélicos, ou seja, o discurso do ódio sim é algo diabólico, Aconselho aqui quem quiser entender melhor como a ideologia dos evangélicos serve de combustível para assassinatos de homossexuais a assistir o filme ORAÇÕES PARA BOB. Bom, essa é a minha humilde opinião de pesquisador e ser humano, um beijo não fere ninguém porque o mundo esta carente de amor, a homofobia sim fere e MATA cruelmente. Viva as diferenças. Deus, só Deus pode julgar!
A família não é destruída quando um gay revela-se como tal, a família é destruída quando a policia liga na casa dele e diz que ele foi cruelmente assassinado pelo simples fato de ser homoafetivo, ou quando a policia avisa que ele se matou por aceitar a culpa e a autopunição imposta pela sociedade. Sou católico praticante, filosofo poeta, escritor, filho de Deus e a bíblia não me representa, porque sou livre por dentro e não sei viver em gaiolas, mas se ela te representa eu respeito porque sou a favor da DIVERSIDADE, apenas te peço humildemente que não se utilize dela para fazer com que mais sangue seja derramado!
Em minhas vivencias em vários momentos percebi mais santidade na lama do que nos altares, acho que prostitutas travestis e michês e outros que a sociedade empurra para os escombros do mundo tem prioridade no reino de Deus, porque esses sim não possuem vaidade espiritual e porque Deus ama os perseguidos.
Marlon Albuquerque.


Juliana Camillo




Um livro onde o herói sente medo, chora, sofre, sonha, corta as unhas, come goiabada e mente as vezes. Inusitada e corajosa a sua escrita Marlon.Delicia de livro. Indico com muita alegria sua obra Marlon. Amei!
Diego é um herói possivel.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Raridade


''Você é um espelho que reflete a imagem do senhor, não importa se o mundo ainda não notou, já é o bastante Deus reconhecer o seu valor''.
Anderson Freire

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A nudez de Juliano Cazarré



Filho do escritor infanto-juvenil e jornalista Lourenço Cazarré, vencedor do Prêmio Jabuti de 1998, a família do ator mudou-se para Brasília pouco tempo após seu nascimento.
Formado artes cênicas na Universidade de Brasília (UnB), Juliano entrou no teatro participando de importantes montagens sob direção de Hugo Rodas. Dentro desse contexto, nunca tinha pensado em fazer teatro, nem enveredado por oficinas da área, até o terceiro ano do ensino médio, quando participou de uma feira cultural no colégio Leonardo da Vinci. Avesso às disciplinas exatas, inscreveu-se em artes cênicas por sugestão do pai. Mudou-se para São Paulo em 2007. Juliano estreou na TV em Alice, série que a HBO Brasil começou a exibir em setembro de 2008; era um funcionário de uma financeira que sonhava e conseguiu virar DJ. Foi indicado para o prêmio de melhor ator no Festival de Gramado pelo filme Nome Próprio, em 2007. Em 2008 participou do clipe da música Desabafo do cantor Marcelo D2.
Em 2011 participou de Insensato Coração. Em 2012, viveu o analfabeto Adauto na novela Avenida Brasil, sendo um dos grandes destaques da trama com seu jeito cômico.
Em 2013 atua em Amor à Vida como um dos personagens principais da trama, ao lado de Paola Oliveira e Malvino Salvador.
É sobrinho-neto dos irmãos atores e dubladores Older Cazarré e Olney Cazarré.

Fotografia



Santos ou promotores do Diabo?



A mais diabólica vaidade é a religiosa.Colocar sobre o ódio o manto de santidade é uma atitude perniciosa.Maldades e mais maldades revestidas de sacralidade.Então o mal começa a frequentar o altar que deveria ser lugar de santidade e a armadura religiosa passa a ser disfarce para os maus, um recurso que empresta vestes santas para os promotores do Diabo.
Marlon

Eu choro por tudo e por nada e daí ?


Quando uma criança chora prontamente arrumamos uma forma de faze- lá calar o choro.
Outro dia conversando com uma amiga ela chorou a partida do seu namorado e outro amigo que estava conosco prontamente lhe ofereceu lenços para enxugar as lagrimas e a olhou com olhos de reprovação pelo pranto dispensado. Tenho uma prima que apanhava da mãe quando criança e sempre que a mãe a submetia de sessões cruéis de espancamento a proibia de chorar e se ela não aguentasse e chorasse ela apanhava mais ainda e nessa hora ela experimentava na carne o desejo genuíno de desnascer.
Embora eu seja católico tenho ainda certa dificuldade de entender Jesus na perspectiva de santo, prefiro Jesus como um Deus humano. Outro dia alguém me disse que Jesus também chorava, achei digno, e mais ainda me disseram que Jesus quando ia a um velório ao contrario do que todos pensam ele não ia para consolar as pessoas, mas sim para chorar com os familiares, fiquei emocionado ao saber e para variar chorei por entender que participar do choro é mais nobre que consolar. Se Jesus que era Deus encarnado não abria mão do seu direito de ser frágil porque eu preciso abrir?
Se eu pudesse eu convidaria todos os viventes para chorar as dores do mundo, não aquele choro que promove a amargura, mas aquele choro que nos religa a nossa humanidade esquecida.
Reparando alguns loucos eu percebo que eles são os únicos seres que podem chorar sem motivos e que podem chorar sem a obrigação de da explicação, porque a loucura também é livre.
Outro dia eu vi uma imagem da virgem Maria amamentando o menino Jesus, eu não sei traduzir em palavras o que naquela obra de barro provocava tanta sensibilização em mim, eu só sei que chorei ao ver aquela imagem, não havia nela nada de surpreendente, nada de novo nada de revelador, havia ali apenas beleza, e se existe uma palavra que tem o poder de nos congregar a sacralidade essa palavra é beleza, sim, sim, o belo é Deus.
Se eu pudesse eu libertava todos os corações da ordem macabra de ser forte, de não chorar, porque fui aprendendo pouco a pouco que existem alegrias suicidas e a tristeza pode ser bonita se olharmos para ela de um jeito certo, permitindo que haja em nos através da lagrima rolada uma reconciliação entre nosso ego e o humano em nós. A terra prometida está nas pedras.

MEREPRESENTA.NET

Marlon Albuquerque

Permitido



Em Hong Kong, é permitido à mulher traída matar o marido infiel, desde que use apenas as mãos, sem armas.MARLON

Significar


''Palavras são tão parecidas com pessoas, o sonho delas é significar''. Marlon

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Levanta-te


''Cair é humano, permanecer caído é diabólico . Marlon

BLZ


''Todas as dores do mundo estão gravidas de beleza''Marlon

Por Bill Santos


Além der ser uma narrativa interessante o livro nos obriga a pensar em nossas escolhas e como vamos nos comportar nesse mundo. Além da história do título, ainda tem várias estórias bem interessantes que daria outro livro. Conflitos, brigas, reconciliações, medos, verdades e tantas coisas que é impossível o leitor não se identificar. Posso dizer que é uma das melhores histórias que li nos últimos tempos. E o como seria o final? Depende das escolha que fazemos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mineirinho



É, suponho que é em mim, como um dos representantes do nós, que devo pro­curar por que está doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irre­dutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perple­xidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.Por que? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.
Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.
Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais.
Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos.
Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais — vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu - que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva.
Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver. Como não amá-lo, se ele viveu até o décimo-terceiro tiro o que eu dormia? Sua assustada violência. Sua violência inocente — não nas conseqüências, mas em si inocente como a de um filho de quem o pai não tomou conta.
Tudo o que nele foi violência é em nós furtivo, e um evita o olhar do outro para não corrermos o risco de nos entendermos. Para que a casa não estre­meça.
A violência rebentada em Mineirinho que só outra mão de homem, a mão da esperança, pousando sobre sua cabeça aturdida e doente, poderia aplacar e fazer com que seus olhos surpreendidos se erguessem e enfim se enchessem de lágrimas. Só depois que um homem é encontrado inerte no chão, sem o gorro e sem os sapatos, vejo que esqueci de lhe ter dito: também eu.
Eu não quero esta casa. Quero uma justiça que tivesse dado chance a uma coisa pura e cheia de desamparo em Mineirinho — essa coisa que move montanhas e é a mesma que o fez gostar “feito doido” de uma mulher, e a mesma que o levou a passar por porta tão estreita que dilacera a nudez; é uma coisa que em nós é tão intensa e límpida como uma grama perigosa de radium, essa coisa é um grão de vida que se for pisado se transforma em algo ameaçador — em amor pisado; essa coisa, que em Mineirinho se tornou punhal, é a mesma que em mim faz com que eu dê água a outro homem, não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que é sede; e também eu, que não me perdi, experimentei a perdição.
A justiça prévia, essa não me envergonharia. Já era tempo de, com ironia ou não, sermos mais divinos; se adivinhamos o que seria a bondade de Deus é porque adivinhamos em nós a bondade, aquela que vê o homem antes de ele ser um doente do crime. Continuo, porém, espe­rando que Deus seja o pai, quando sei que um homem pode ser o pai de outro homem.
E continuo a morar na casa fraca. Essa casa, cuja porta protetora eu tranco tão bem, essa casa não resistirá à primeira ventania que fará voar pelos ares uma porta tran­cada. Mas ela está de pé, e Mineirinho viveu por mim a raiva, enquanto eu tive calma.
Foi fuzilado na sua força desorientada, enquanto um deus fabricado no último instante abençoa às pressas a minha maldade organizada e a minha justiça estupidificada: o que sustenta as paredes de minha casa é a certeza de que sempre me justificarei, meus amigos não me justificarão, mas meus inimigos que são os meus cúmplices, esses me cumprimentarão; o que me sustenta é saber que sempre fabricarei um deus à imagem do que eu precisar para dormir tranqüila e que outros furtivamente fingirão que esta­mos todos certos e que nada há a fazer.
Tudo isso, sim, pois somos os sonsos essenciais, baluartes de alguma coisa. E sobretudo procurar não entender.
Porque quem entende desorganiza. Há alguma coisa em nós que desorganizaria tudo — uma coisa que entende. Essa coisa que fica muda diante do homem sem o gorro e sem os sapatos, e para tê-los ele roubou e matou; e fica muda diante do São Jorge de ouro e diamantes. Essa alguma coisa muito séria em mim fica ainda mais séria diante do homem metralhado. Essa alguma coisa é o assassino em mim? Não, é desespero em nós. Feito doidos, nós o conhecemos, a esse homem morto onde a grama de radium se incendiara. Mas só feito doidos, e não como sonsos, o conhecemos. É como doido que entro pela vida que tantas vezes não tem porta, e como doido com­preendo o que é perigoso compreender, e só como doido é que sinto o amor profundo, aquele que se confirma quando vejo que o radium se irradiará de qualquer modo, se não for pela confiança, pela esperança e pelo amor, então miseravelmente pela doente coragem de destruição. Se eu não fosse doido, eu seria oitocentos policiais com oitocentas metralhadoras, e esta seria a minha honorabilidade.
Até que viesse uma justiça um pouco mais doida. Uma que levasse em conta que todos temos que falar por um homem que se desesperou porque neste a fala humana já falhou, ele já é tão mudo que só o bruto grito desarticulado serve de sinalização.
Uma justiça prévia que se lembrasse de que nossa grande luta é a do medo, e que um homem que mata muito é porque teve muito medo. Sobretudo uma justiça que se olhasse a si própria, e que visse que nós todos, lama viva, somos escuros, e por isso nem mesmo a maldade de um homem pode ser entregue à maldade de outro homem: para que este não possa cometer livre e aprovadamente um crime de fuzilamento.
Uma justiça que não se esqueça de que nós todos somos perigosos, e que na hora em que o justiceiro mata, ele não está mais nos protegendo nem querendo eliminar um criminoso, ele está cometendo o seu crime particular, um longamente guardado. Na hora de matar um criminoso - nesse instante está sendo morto um inocente. Não, não é que eu queira o sublime, nem as coisas que foram se tornando as palavras que me fazem dormir tranqüila, mistura de perdão, de caridade vaga, nós que nos refugiamos no abstrato.
O que eu quero é muito mais áspero e mais difícil: quero o terreno.

CLARICE LISPECTOR

Mil vezes diva



Pelo Deus


''Eu juro pelo Deus mais lindo do mundo, o meu desejo nunca foi que todos me amem , o meu desejo é que todos se amem’’.
MARLON

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Paul Verlaine


Não há nada melhor para uma alma do que tornar menos triste outra alma.

Charles Chaplin


Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom.
Afinal, o sol faz um enorme espetáculo ao nascer, e mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo.

Marlon


A alegria de saber que você existe faz-me forte para suportar a tristeza de sua ausência.
Eu amo você!

Chico Xavier


Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!

Marlon


Quem sou eu? A alegria de quem me ama, a tristeza de quem me odeia e a ocupação de quem me inveja!

Zygmunt Bauman


"Os governos são vistos como instituições que nunca cumprem suas promessas. É um grave problema. Porque significa que, embora saibamos como criar uma sociedade mais humana – e no momento abandonamos a esperança de poder projetá-la–, a grande pergunta, para a qual não tenho resposta, é quem vai transformá-la em realidade".

Albert Einstein


Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Martinho Lutero


A medicina cria pessoas doentes, a matemática pessoas tristes, a filosofia pessoas livres e a teologia, pecadores.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Adriana Vargas


Um livro que investe na trama dos mistérios do amor para dar espaço a um texto vibrante e particularmente contagiante.
No seu livro o amor é colocado à prova e vence preconceitos. Uma mão invisível às vezes, ajuda! Aqueles que não acreditam atribui essa ajuda ao destino, mas os corações sonhadores sabem que uma historia de amor não depende de um fim para ser vitoriosa.
Uma leitura dinâmica, veloz e sedutora, em muitos momentos eu me lembrei de'' A insustentável leveza dos ser''- Milan Kundera, mas o que me fascinou de fato em sua obra foi à presença de um silêncio Lispectoriano, que saltava de suas paginas visitando diretamente meu coração. Fantástico!
Eu realmente precisava ler este livro para aprender a voar, ou aprender a voar de um Jeito diferente, eu particularmente adoro livros que fala de gente, o seu venceu todas as barreiras do humano uma vez que Clarice se deixa seduzir por essa humanidade do começo ao fim, vale ressaltar que seu livro é bem triste, mas eu adoro esse tipo de literatura, tristeza, amor e sexo são meus temas preferidos.
Tem um filosofo que ele diz: AMAR É EMPRESTAR SENTIDO... eu concordo. Eu sempre concordei, mas apenas lendo seu livro é que eu entendi realmente o que isso quer dizer.
Klaus emprestou sentido a Clarice e visse - versa perceber isso foi magico.
A poesia em sua obra funciona como mero anestésico para a dor da personagem e do leitor de descobrir que orgulhos e princípios da vida cotidiana se desintegram com mais facilidade do que um câncer resistente, face à humilhação de estar nas mãos, como cobaia, de uma equipe médica fria e objetiva.
O texto é difícil e exige atenção, pois recorre numerosas vezes à hermenêutica para expor as mudanças e os medos por que passa Clarice diante da proximidade da morte de seu amor. Mas, se resistir, o leitor ganhará mais do que lágrimas no comovente final. Ele terá a certeza de que a literatura ainda tem o poder de mexer com o ser humano, de fazê-lo pensar sobre si, e sobre o ser e sobre o nada.
Seu livro é belo amiga, e isso não tem volta. A sua genialidade esta provada na beleza de suas palavras. . . Eu amei, vou ler outras vezes, vou recomendar para os meus leitores e vou torcer por você e pela sua obra enquanto eu viver. Marlon

Porcaria de texto


Tantas pessoas felizes porque mesmo em fase terminal conseguem beber um pouco de água mesmo que sendo exprimida em um algodão, enquanto tantos adolescentes idiotas ficam depressivos porque os anabolizantes não fizeram o efeito esperado. Tantas mães felizes porque o filho com câncer conseguiu comer uma fatia de melancia, enquanto outras tentam se matar porque o filho é homoafetivo. Tantas madames ricas ficam neuróticas porque a internet esta lenta, enquanto tantas outras estão felizes por da à luz a um filho com síndrome de dawn. Tantos carinhas imersos na idiotização coletiva ficam depressivos porque os boffs dos aplicativos não respondem, enquanto outros estão pulando de alegria porque conseguiu perdoar o pai pelos maus tratos da infância. Tantas pessoas ficam irritadas no restaurante porque a cebola não veio dourada, enquanto tantos estão felizes por ter conseguido comprar um panetone com sabor de goiabada para os filhos. Tantas pessoas infelizes porque o chuveiro elétrico queimou, enquanto outras preferem tomar banho de chuva sem culpas,
Tantas pessoas grudadas nas redes sociais enquanto tantas outras estão precisando de uma palavra amiga.
Tantas pessoas infelizes e depressivas porque não conseguem emagrecer, enquanto tantas outras vivem alegremente tentando superar o vírus HIV.
Tantas pessoas loucas e arrasadas porque não recebem curtidas nas redes sociais, enquanto muitos moradores de rua estão rindo com pureza e alegria porque ganharam um sanduíche de presunto .
Tantas pessoas desequilibradas postando selfies o tempo inteiro, enquanto outras gastam seu tempo visitando velhinhos abandonados em abrigos imundos.
Tantas pessoas lotando academia e esvaziando bibliotecas.
Sinto pena, muita pena, isso tudo é muito triste, o mundo caminha para uma dor emocional insustentável.
Vamos repensar, porque a vida me revela o tempo inteiro que o mundo da voltas, todos sentimos dores na alma e não é a internet e nem os anabolizantes que vão resolver isso, porque não existe felicidade fora da sensibilidade de olhar o outro com um olhar demorado de ternura, amor e acolhimento.
Os bens adquiridos, o corpo sarado e os títulos adquiridos logo, logo vão passar, é só esperar para ver um dia você vai lembrar-se dessa porcaria de texto que acabei de escrever.
Sou um indigente cheio de misérias, mas eu meu coração nunca faltou amor para com negros, gays, gordos, pobres, prostitutas, drogados, Deficientes, travestis, idosos e todos que a sociedade hipócrita insiste em lançar nas periferias da vida , porque tenho certeza de que esses estão mais próximos de Deus do que eu e do que todos que rodam nessa roda idiota, emburrecedora e assassina.
Fumo sem culpa, bebo cachaça, odeio academia, como goiabada todo dia sem pular um e sou muito feliz por isso, porque consigo me reconciliar com meus limites todos os dias. Nunca deixei de derramar luz no sonho alheio por mais absurdo que seja porque o mundo precisa de amor, isso todo mundo repete, mas fica irritado quando o porteiro demora 10 segundos para abrir o portão, esses seres das trevas um dia vão entender pela dor, que verdadeira felicidade esta mais ligada as coisas do coração do que o corpo anabolizado e uma internet super veloz.
Pode discordar se quiser, quando os antidepressivos não fizerem mais efeito vai sobrar apenas poesia ou cemitério.
OBS: Estou em obras.
Metade de mim é amor e a outra não sei dizer!
Vamos juntos explodir uma bomba de amor nesse planeta que insistimos em deixar cada dia mais porco.
Grande beijo a todos!
MARLON

Fica ligado


No dia 09/12/2014 sou o convidado para falar de variações sexuais e afetividades no programa ESTUDIO ABERTO No canal 15 da net e canal 8 da cabonet.As 11h00min da manhã .
Quem não conseguir ver pela televisão pode acessar na hora o www.tvcidade.net.com.br
As 11h00min da manhã serão transmitidas também ao vivo pela internet. Nosso sonho não é ilusão. Contrariando todas as previsões meu livro a cada dia entra no coração de mais pessoas. Tenho recebido inúmeras manifestações de apoio aos meus personagens, tão humanos, tão insanos e apaixonantes, tenho recebido também incontáveis convites de jornalistas, apresentadores e produtores, pessoas que traz alegrias e desperta em meu coração uma gratidão do tamanho do mundo.
Grande beijo principalmente aos meus leitores que pouco a pouco estão transformando o meu livro O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO em um grande sucesso.
Convite todos os meus leitores e seguidores para acompanhar a entrevista.
Obrigado mil vezes Euds Ricardo Consoli Polito e Rubi Branco pela oportunidade.
Passei pelo desanimo, por portas fechadas, por preconceitos, pela inveja, mas estou aqui inteiro e cheio de força e esperança, graças a Deus e aos meus leitores.
É o triunfo da sensibilidade sobre o mau gosto do mundo.
Mais uma vez muito obrigado a todos do fundo do meu coração!
Marlon

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Coração, pica, cu e palavras



''Nasci com uma leve e doce inclinação para o insano do mundo, gosto de gente fraca, de bebida pirata, e de ideias marginais. Tenho profundo amor por quem vive na lama, gente feliz é chata demais meu Deus, elas reclamam de tudo, vivem o tempo inteiro grudadas no celular, e na pressa de encontrar não percebem absolutamente nada.
Sou refém de seres ‘’decadentes’’ porque esses já se deram todos os direitos do mundo, inclusive de amar, com o coração, a pica, o cu e as palavras.
Aquilo esta me cheirando mal, é por ali que eu vou. É como se meus pés perdessem a harmonia diante do sol que brilha muito. Já vivi o suficiente para perceber que muitas vezes existe mais santidade na LAMA do que nos altares.
Detesto academia e nunca precisei dela para ser amado, nunca precisei dela para me amar. Adoro goiabada e como todos os dias sem pular um, acho fascinante deixar para amanhã o que posso fazer hoje.
Perdi muitas e muitas guerras por ser forte demais, e ganhei tantas outras por ser frágil e assim vou seguindo na contra mão da vida carregando o peso e a glória de ser quem sou, marcado pelos avessos do mundo.
Sou pessimista convicto, sempre acho que vai da tudo errado, mas sempre, sempre da tudo certo.
O humano em mim nasce de uma ciranda louca entre anjos e demônios. Eu sempre no centro bêbado, chupando dedo, nascendo, nascendo, nascendo. A minha gloria é essa, partir de mim sem nunca ter chegado, depois de cansado de amar regresso ao perverso de mim e me lanço ao mar, fraco bêbado e pirata, totalmente renascido na verdade blindado contra seu farol de luminosidade duvidosa e inundado de ausências’’.Como dizia o poeta talvez o avesso seja meu lado CERTO!
MARLON

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O gosto do sexo sem rosto: capítulos


Festival de picas.
Entrevista: teste do pauzão.
Michê de rua aperta o pau na calça jeans.
Pornografia pesada.
Travesti na cama com Diego.
O cheiro da cueca vermelha.
O prazer do anal é a dor?
Apenas chupei o cu dele.
Chupei meu próprio pau, bebi minha própria porra; confesso, porra de baiano é deliciosa.
Sexo como você nunca viu
Primeiro programa: Diego e Alexandre. Tocar em suas mãos apresentou ao meu coração um sentimento antes desconhecido, mas não sei dizer...
Revelando o inusitado.
Uma pica gigantesca.
O melhor da vida é goiabada.
Gozei na boca e na cara dele.
O avesso dos desejos.
Todo michê foi criança, sentiu medo de fantasmas e chorou no colo da mãe.
Como impressionar o parceiro na cama.
A tolerância é o termômetro da conversão.
O melhor de ser garoto de programa é fazer aviãozinho, dizia Tonny.
É pecado se render aos sentimentos homoafetivos?
Na urgência de um abraço.
Até que ponto somos vítimas do hábito?
O céu de minha infância.
Bissexualidade é o sexo do futuro?
Alexandre: quem é esse homem, afinal?
Avenida Paulista.
Avenida São João.
Diego, Sandro e mais um.
Museu do Ipiranga.
A morte de um sonho é mais triste do que a morte de um homem?
Parque do Carmo.
Alexandre com o juízo preso em minha cueca.
Favônio.
Sua mão é meu abrigo.
Deus, antes de ser de justiça, é de misericórdia. A Bíblia me parece excludente e contraditória.
Como aceitar as descontinuidades?
Avenida Vieira de Carvalho: orgias, drogas e baladas LGBT.
Diego e o suicida.
Comunhão na hora do orgasmo.
Parada LGBT em São Paulo.
A profecia da borboleta marrom.
Ganhando o pão e comendo a carne.
Diego, Deus e diálogos malditamente permitidos.
Matei Deus e saí da gaiola.
Pavor é uma vida sem amor.
Michel volta para o jogo. Mas existe jogo?
Sexo como você nunca viu.
Percebendo os sinais... Mas havia sinais?
A rejeição dói como um câncer aceso no coração de Diego.
Descobrindo meu próprio sol.
Coração de príncipe.

O coração humano como praça publica


Nem sei por que escrever isso, talvez para colocar a minha criança interior na janela para receber um pouco a luz do sol. Parece-me que estamos todos dispersos, insanidade cíclica, lembro-me do pequeno príncipe, ele dizia: tu te tornas eternamente responsável por tudo aqui aquilo que cativas. Devemos ou deveríamos ter uma responsabilidade com tudo aquilo que lançamos dentro do outro, mas eu percebo que as pessoas não estão muito preocupadas com aquilo que elas deixam dentro da gente, elas tomam nosso corpo como se fosse um táxi, e desce logo ali arrumando o cabelo. Elas poderiam deixar poesia, uma musica um punhado de luz, mas elas só deixam lixo afetivo e uma sensação de abandono emocional e uma pergunta que não tem resposta, eles não voltam, eles nunca voltam para consertar o estrago deixado. Como pode um humano usar outro apenas para inflar sua vaidade e sua CRUELDADE? Pois é meu amigo, é jogo, é roda, é jaula, é cativeiro, é gaiola, é labirinto. . . Sua casa é de vidro, mas seu coração é de flor isso basta porque nessa dinâmica de desencontro eu sei, eu sinto que haverá sempre alguém no céu disposto a nós proteger das pedras que vem de fora. O coração humano não pode mais ser tratado como praça publica, onde as pessoas passam e jogam seus lixos e rascunhos de vida. Eles compram afeto, cospem palavras, abortam carinho e vivem sozinhos, mas só pra contrariar vou oferecer ainda mais, a minha ternura, o meu amor e o meu melhor, porque eu quis, eu quero ficar fora da roda, fora da maldade, do egoísmo e da arrogância humana, esta fora não traz alegria, mas traz uma sensação de nobreza, essa nobreza esta totalmente ligada ao meu coração. Sociedade virou um palco onde se celebra internet, baladas, e outras dores todos sofrem, mas ninguém que da o primeiro passo. Ainda continuo sem saber por que estou escrevendo tudo isso, mas uma coisa é certa: a palavra permite travessias e seu chegar a algum lugar eu te aviso meu amigo, e se não gostar do que escrevi, peço desculpas pelo transtorno estou em obras.
Marlon Albuquerque

Caio para sempre


Escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta."
Caio Fernando de Abreu

Bebendo mijo


Segundo Freud, a culpa pelo nosso sofrimento não é dos nossos desejos, mas sim das barreiras sociais e religiosas, pois elas nos fazem sublimar aquilo que realmente somos. Nossa natureza é animal, livre, cheia de desejos. Porém, aos tentarmos nos moldar àquilo que é moralmente aceito, nos tornamos seres sociais, artificiais, meros reflexos pálidos de nós mesmos.
E por isso adoecemos. Criamos dentro de nós travas para bloquear nossos desejos, e essas travas nos envenenam, nos entopem, nos intoxicam. Para alcançar a cura, precisamos nos libertar, e aceitar nossos próprios desejos e fetiches! Podemos encontrar uma forma saudável e social de adequarmos nossos desejos ao mundo real, dando vazão àquilo que queremos ser, sem perder de vista, aquilo que somos obrigados a ser. Então, que viva a liberdade.
MARLON

O gosto do sexo sem rosto: apresentação


Amado ou usado? Vítima ou culpado? Um garoto baiano vem para São Paulo para viabilizar um sonho. Vitimado pelas circunstâncias, acaba na cama de homens, mulheres, travestis e casais. E foi justamente por meio do erotismo praticado de todas as formas que Diego conheceu o gosto do sexo sem rosto. Um romance polêmico, fascinante, bombástico e erótico-recreativo com gosto de morte e vida como nunca houve. Em meio a tudo isso Diego encontra Alexandre, que trazia consigo a proposta de um prazer demasiadamente grande. Esse encontro é marcado por uma interrogação: o papel do amor é nos lembrar que o inferno existe?
Mais que uma história de amor, este livro propõe, pela história real de um garoto de programa, uma discussão isenta de fascismos sobre euforia, solidão, hedonismo, compulsão sexual, drogas,
relacionamento aberto, vaidade incesto e depressão pós-sexo dentro da indústria do sexo em São Paulo.
Diálogos afiados e descrições precisas levam o leitor a uma história plena de prazer e emoção, proporcionando o que se espera de um bom livro: diversão.
Sem pieguice, esta obra apresenta uma trama capaz de conduzir o leitor até as últimas páginas sem artifícios mirabolantes.
Ainda sem o maniqueísmo de muitos livros, este de forma equilibrada, dosa cada palavra, permitindo preencher suas páginas com o que existe de melhor na literatura, daí o prazer em disponibilizá-lo para publicação.
Fruto da coragem e ousadia, ele é um texto sensível, forte e picante que tem a missão de provocar. Cada palavra é amparada pelo desejo profano e humano de declarar a morte do pecado.
A confissão categórica de quem comeu, bebeu e viveu a prostituição. Aqui gargalhadas, esperma e lágrimas têm cor, gosto e cheiro. Um retrato explícito de uma realidade sexual latente.
“O gosto do sexo sem rosto” inaugura uma nova e corajosa forma de fazer literatura. Pornografia e subjetividade se encontram e desse duelo nasce à prova irrecusável de que é possível revelar a nudez que nos faz experiênciar sensações antes desconhecidas e seduzir a vida.
Apresento aqui formas de fome sexual que o próprio desejo desconhece, proponho ao leitor conhecer e desafiar os limites do próprio corpo e do próprio tesão, utilizando sempre o pensamento como campo definitivo de atuação.

O verdadeiro amor nasce da inutilidade



Tenho muitos amores e minha mãe certamente é um deles, minha mãe tem um papel fundamental na minha vida porque ela me faz pensar que sou possível. Mas o maior amor da minha vida é minha avó Maria, ele sempre me deixou chorar a vontade, ela nunca abortou minhas lagrimas, ela sempre me acolheu sem perguntar nada, sem questionar, jamais em tempo algum outro amor me completou tanto, ela é sem duvida o único ser humano que conheci e nunca em tempo algum quis roubar o meu direito de ser frágil. Ela esta idosa e frágil, às vezes lucida às vezes não e a cada dia que ela perde um pouco os movimentos emocionais ou físicos eu morro um pouco. Vejo na internet sempre vários grupos, organizado querendo resgatar animais que sofrem maus tratos, vejo grupos sendo solidários aos gays que sofrem violência em casa ou na rua, vejo pessoas indignadas com a violência contra as mulheres e tudo isso acho fantástico e apoio, mas nunca vi um grupo se organizar para resgatar idosos que são abandonados pela família em abrigos imundos pelo simples fato de perderem suas utilidades, a grande maioria dos abrigos para idosos no Brasil é um verdadeiro inferno, eles apanham, ficam dias sem tomar banho, são torturados e experimentam na carne a dor pior desse mundo que é o ABANDONO. já vi campanhas adote um cachorro, adote uma criança com câncer, adote um menino de rua, e tantas outras.Penso que seria linda uma campanha adore um idoso, por que os inúteis também sentem fome de amor e poesia.
O poeta e cantor Carlinhos Brawn disse certa vez que abandonar é um dos piores crimes que um humano pode cometer. Eu concordo totalmente.
A utilidade é um território muitíssimo perigoso, porque nos convida o tempo inteiro a amar apenas o que é útil, o que produz o que soma.
O que mais me da orgulho de ser escritor é que esse oficio, me oferece condições de visitar os contrários da condição humana, escrever me da livre aceso a minha indigência e através dela eu visito a do outro.
Esta semana um amigo me contou que leu em um jornal que uma moça espancou o pai de 75 anos pelo simples fato de ter pedido a ele para pagar algumas contas na internet e ele não conseguiu. A minha alma de criança chorou, a minha alma de idoso quis morrer.
Acredito sim na força de todos nos humanos empenhados em mudar a realidade que nossa vista esta cansada de ver e de tão cansada se acostumou. Preconceito é sempre igual, e racionalizar o fato de que o outro seja ele quem for também sente dor é o jeito mais bonito de ser pessoa.
Já fui fã, admirador e outras coisas mais de Clarice Lispector, hoje sou apenas devoto dela, é uma devoção quase suicida, mas me faz bem. Clarice disse certa vez: ‘‘eu gosto do que não presta pra nada’’. Mergulhar na inutilidade do outro é uma forma interessante de tentar desvendar o mistério de ser quem sou. Se depois de ter diante dos seus olhos um ser inútil você consegue ama-lo, tire a sandálias dos pês e agradeço a Deus, porque sem duvida nesse mundo de almas raquíticas você é um ser sublime, ou especial no sentido mais especial da palavra especial.
Voltando a minha avó Maria ela não presta para mais nada, mas eu não sei viver sem ela. Pouco a pouco ela esta saindo do mundo das utilidades, mas não para entrar no mundo do esquecimento e sim para entrar no mundo dos significados.
Se conhece alguma história de maus tratos com idosos entre em contato conosco, prometo que junto com meus colaboradores faremos o possível a ajuda-lo.
Veja o vídeo é emocionante demais . . .


Obs: essa matéria eu dedico de coração aceso ao meu avô Waldemar Albuquerque, a meu avô João de Deus e a minha vó Maria essa que aprece na foto.
Grande beijo!
merepresenta.net
Marlon Albuquerque.

O gosto do sexo sem rosto: prefácio



Quando criança eu escrevia poemas e histórias infantis e já me via totalmente vitimado pelo desejo de ser escritor. Cresci, virei um homem, deixei muita coisa para trás e permiti que muitos sonhos se perdessem, mas nunca desisti de minha arte (escrever), e sinto que é só por meio dela é que consigo nascer para a vida de meu coração.
Mandei meus poemas para algumas editoras, mas não houve retorno. Em razão disso comecei a pensar na possibilidade de contar para o mundo experiências vivenciadas por garotos de programa em São Paulo.
Comecei meu trabalho de pesquisa nas ruas. Visitei lugares de orgia, conversei com pessoas que tinham participado de uma, conheci pontos alternativos de sexo livre, onde tive a oportunidade de conversar com pessoas no ponto mais alto de seus desejos. Entendi um pouco o sentido do sexo anônimo, ou sem rosto, e conversei com pessoas totalmente dependentes e viciadas em sexo pago. Visitei também baladas em geral, a “boca do lixo” e outros lugares que no decorrer da leitura você terá a oportunidade de saber. Mas cabe ressaltar que dentre todos com quem conversei, um deles me chamou atenção – Diego pois contava-me uma história carregada de suspense, dor e alegria e porque não dizer, magia.
Resolvi então contar a sua história fazendo uma junção com tudo o que eu havia pesquisado, com minha fértil imaginação e colocando também punhados de minha ideologia. Após inúmeros encontros para a extração de mais informações, Diego, que já havia se tornado meu amigo, colocou em minhas mãos todas as suas anotações secretas e proibidas sobre a comercialização de seu próprio corpo e sentimentos. Comecei então a escrever uma história chocante, e por contar em um livro acontecimentos tão inacreditáveis ou indizíveis, senti medo do julgamento social, do ódio ou de perder o amor das pessoas.
A junção das anotações, a organização do roteiro e a construção do livro, de forma geral, foram tranquilas, pois sou filósofo e isso me garante um domínio razoável da escrita. Eu até ri muitas vezes, mas ao final do livro, que levei três anos para concluir, resolvi ler a minha obra e chorei muito, chorei e me perguntei mil vezes como Diego pôde viver tudo aquilo sem enlouquecer?
Venci o medo, a vergonha e o desânimo. Em nome de minha arte, quero explodir uma bomba de amor no coração das pessoas; se por acaso dentro de você não houver espaço para esta notícia se acomodar não tem importância; de qualquer forma, cumpro meu papel de promover um encontro entre você e sua arma mais poderosa: a reflexão.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Forma ideal


Os alimentos que emagrecem são alimentos com poucas calorias ou que possuem algum ingrediente que pode ajudar a emagrecer, como os morangos, pepinos, aveia ou maçã, que além de possuírem poucas calorias, são ricos em substâncias que ajudam a reduzir o apetite e aumentam o metabolismo.

Outra característica de alguns alimentos que emagrecem é pertencerem ao grupo dos alimentos que contêm tão poucas calorias que o organismo gasta mais calorias para digerir o alimento do que as calorias que o alimento fornece.
Alimentos que aceleram o metabolismo

Água gelada: beber 8 copos ao dia pode queimar, aproximadamente, 100 calorias
Pimenta vermelha e gengibre: aumentam o metabolismo em até 20%
Canela: tira a fome
Chá verde: favorece a queima de gorduras localizadas
Óleo de coco: sacia e pode acelerar o emagrecimento em até 7 vezes
Estes alimentos são considerados termogênicos e ajudam a emagrecer, mas, para atingir este objetivo, devem ser consumidos em pouca quantidade, todos os dias.

*Alimentos que possuem poucas calorias

Espargo, brócolis, cenoura, couve-flor, repolho, alface
Cebola, espinafre, nabo, pepino, pimenta vermelha, abobrinha
Chicória, aipo, berinjela,
Toranja , limão, mprango, goiaba, mamão papaia, pêssego, melão, tangerina, melancia, tangerina, framboesa, amora preta e ameixa.
Esses alimentos possuem poucas calorias e o organismo gasta mais calorias na sua digestão. E, por isso, são ótimos para quem deseja emagrecer. Porém, eles não devem ser consumidos de forma exclusiva, e sim, acompanhada de uma regime alimentar variado.

Além de consumir os alimentos que emagrecem, para um emagrecimento saudável, é importante manter o metabolismo acelerado fazendo de 5 a 6 refeições por dia, em pequena quantidade, comendo devagar.
A prática regular de exercícios físicos são de extrema importância para se conseguir emagrecer e manter o peso sob controle.

MARLON


Pensa


Inteligência é o maior afrodisíaco que um homem pode oferecer.Acho que poucas coisas nesta vida são mais eróticas e provocantes do que a inteligência.
Marlon

domingo, 30 de novembro de 2014

O amor morreu


'' Acabei de resolver que nunca mais vou amar, não foi minha força quem decidiu isso, foi minha fraqueza de querer perder de vez esse medo assustados de nunca morrer''
Marlon

Eu já fui feliz


Não imagina como olhar para você me traz tantas recordações lindas, de um tempo que eu ainda não era nada, era apenas feliz! MARLON

O melhor é segredo


Quem se deixa seduzir pela ''doce'' possibilidade de jogar a vida pessoal nas redes sociais corre o risco de nunca mais conseguir juntar os pedaços e não te-la de volta.
Marlon

Ela novamente



Tati novamente



Mais de Caio



Tati



sábado, 29 de novembro de 2014

Anderson Azevedo



Obrigado Anderson pelo carinho comigo e com meu trabalho, você é uma referencia da cultural do nosso País , me sinto muito honrado em ter sido lido por você. Obrigado mil vezes por tudo.
Grande abraço!


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Assassino


O homem suspeito de ter matado e esquartejado um rapaz em Cananéia, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, tirou uma foto junto com a vítima momentos antes de se afastar com ela do grupo de amigos com quem conversavam. A imagem foi registrada na madrugada de quinta para sexta-feira , última vez que Thomas Sanches, de 30 anos, foi visto com vida. Seu corpo foi encontrado esquartejado , em frente a um hotel da cidade. O suspeito pelo crime, Gleydson Morgray, está preso. A polícia suspeita de homofobia, uma vez que o suspeito declarou odiar gays.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Marlon é segredo


'' Metade de mim é segredo, a outra metade não sei dizer''.
MARLON

Travestilidade


A travestilidade, referente às pessoas travestis, é uma expressão de gênero que difere da que foi designada à pessoa no nascimento, assumindo, portanto, um papel de gênero diferente daquele imposto pela sociedade, que objetiva transicionar para uma expressão diferente. Na maioria de suas expressões, a travestilidade se manifesta em pessoas designadas homens no nascimento, mas que objetivam a construção do feminino, através de suas roupas e podendo incluir ou não procedimentos estéticos e cirúrgicos. Esta identidade possui peculiaridades em relação a outras identidades transgêneras, em diferentes processos sociais e de institucionalização, articulando elementos como gênero, classe, raça, etnia e com o contexto urbano das grandes cidades.
Marlon

Goethe


''Tão logo aceita-se a ideia de que até mesmo entre os seres humanos mais próximos distâncias infinitas continuam a existir, uma maravilhosa convivência pode se desenvolver, se eles conseguirem amar a distância entre eles que torna possível para cada um enxergar o outro TODO de encontro ao céu . O bom casamento é aquele no qual cada um nomeia o outro guardião da sua solidão''.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Consegue?



Fora da roda


Acabei de ser tocado por algo sobrenatural e tive uma revelação divina.''Excluir seres inúteis das redes sociais, é algo altamente terapêutico.'' Amém!
Marlon

Amém


Se algumas pessoas se afastarem de você, não fique triste, isso é resposta da oração: “livrai-me de todo mal, amém”.
Caio Fernando Abreu

John Powell


'' Se um dia eu te mostrar a minha nudez humana, por favor não permita que eu sinta vergonha de mim mesmo''.

Demais . . .


Que caiam as lágrimas que temos nos impedido de chorar.
Que o solo seja lavado a tal ponto de não restar as marcas de nosso corpo pesado que se arrasta pela vida.
Que a chuva traga de volta a assembleia de deuses que se afastaram, quando a desordem e o egoísmo absolutos se instalaram.
Que a enxurrada carregue embora toda teoria fundamentalista feita para causar medo e fortalecer a tolice.
Que essa alegria seja o fim da minha oração.
Adriano Gustavo Di Andrade

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Por Rafael Silva



Prendeu-me.
Parabéns mesmo.
No momento do Diego com a travesti Lisa achei excitante demais, e logo depois com o Alexandre bem romântico os dois.
Quando o Diego encontra uma menina vendendo bala no ônibus foi triste ler.
Um dos rapazes, fala pro Diego que Jesus veio para os pecadores e não pelos justos, eu concordo.
Gostei no livro.
Se eu fosse Deus eu o absolveria, pois em algum momento da minha vida, mesmo frequentando igreja evangélica, pensei que Deus não me aceitava, mas logo vi que eu estava errado.
Deus não faz acepção de pessoas.
Agora eu começo a associar a vários fatores.

Por Mauricio Mellone



Com o narrador na primeira pessoa, O Gosto do Sexo Sem Rosto é a recriação do diário secreto de Diego, um rapaz de 18 anos que acabara de chegar da Bahia e, sem ter onde morar depois de brigar com o pai, resolve ligar para o telefone de um anúncio de jornal. Marca a visita e depois de uma entrevista detalhada, em que tem de se despir diante do gerente, Diego é aceito na casa de prostituição. Além do histórico de vida deste adolescente baiano, o livro revela os bastidores da vida de vários garotos de programa.
O autor não faz nenhum tipo camuflagem para mostrar o mundo em que vivem os garotos de programa. Ele mostra a realidade da casa de prostituição, chamada de Star Boys, de forma crua e direta. Como a obra é construída como sendo o diário de Diego, tudo é contado sem máscaras: o rapaz descreve com riqueza de detalhes as relações sexuais que mantém com homens, mulheres, travestis, casais e até as orgias que os clientes exigem.

Mortes o tempo inteiro


A morte de Marcos Vinicius foi a notícia desta semana. Como muitas LGBT, ele foi vítima de um assassinato motivado por sua orientação sexual. A cada 28 horas, morre uma LGBT por homofobia ou transfobia no Brasil e, enquanto isso, vemos as políticas públicas serem jogadas para debaixo do tapete e o projeto de criminalização da homofobia e da transfobia ser arquivado no Senado. O Autorama, onde Marcos Vinicius foi assassinado, é um conhecido local de sociabilidade LGBT, e que foi fechado pelo prefeito Fernando Haddad, deixando muitas LGBT na insegurança, sem direito aos espaços públicos.
Essa situação só pode mudar se nos mobilizarmos e pressionarmos o poder público. Já demos exemplo na luta contra a cura gay, nas manifestações contra as declarações de Levy Fidelix, e em diversas outras, e se nos unirmos podemos cada vez mais.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

MARLON


''Não sei implorar por amor e não sei anular o que em mim é secreto e sagrado''.
MARLON

E agora José?



A solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós.

- José Saramago

Sheldon Kopp


''NÃO POSSO ME LIVRAR DE MEUS DEMÔNIOS, SEM CORRER O RISCO DE QUE MEUS ANJOS FUJAM JUNTOS COM ELES''.
Sheldom Kopp

Mais segredos


''Metade de mim é amor, a outra metade é segredo''.
Marlon

Taubaté totalmente demais, com Monique



Revista CABARET



Desde que lancei O GOSTO DO SEXO SEM ROSTO- Diário secreto de um garoto de programa, só tenho alegria e agradecimentos.
Esse ano pela terceira vez fui convidado para escrever na revista CABARET. A revista de novembro já esta em circulação com uma matéria minha sobre a saúde dos afetos.
Sinto-me feliz, para cada pessoa que não gosta do meu trabalho, tem mil que gosta, curte e segue.
Quero agradecer de coração o editor Acácio Brindo e todos os idealizadores da revista por mais essa alegria, agradeço principalmente aos meus leitores e seguidores todos, pois sem eles minha palavra seria muda.
Marlon

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Saudade é não saber


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros

Amar sempre



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Onda de mortes



Segundo a policia mais um gay foi brutalmente assassinado pelo simples fato de ser gay, uma vez que o Brasil passa por uma onda gigantesca de assassinatos de LGBT.
Um servente foi vítima de homicídio na madrugada do último domingo no Jardim Novo Mundo. Bruno Alexandre Barbosa, de 33 anos levou vários golpes de faca e morreu no próprio local.
Segundo informações, a Polícia Militar foi acionada, via Centro de Operações (Copom), para atender a uma ocorrência a respeito de uma pessoa que se encontrava caída na rua Asteróide.
No local, os policiais constataram tratar-se de um homicídio, pois a vítima apresentava vários ferimentos ocasionados por faca. A ambulância esteve no local, onde foi constatada a morte pela equipe médica. O corpo foi identificado como sendo do servente Bruno Alexandre Barbosa, de 33 anos, homoafetivo.

Biafra me representa



Avesso


‘’Perdi muitas guerras por ser forte demais, venci muitas guerras por ser frágil demais. Os contrários sempre orientando quase todos os meus significados. ’’
MARLON

Balada


''Balada é um lugar de gente tão triste''.
Marlon

O sonho que não morreu


Quando criança eu escrevia poemas e histórias infantis e já me via totalmente vitimado pelo desejo de ser escritor. Cresci, virei um homem, deixei muita coisa para trás e permiti que muitos sonhos se perdessem, mas nunca desisti de minha arte (escrever), e sinto que é só por meio dela é que consigo nascer para a vida de meu coração.
Mandei meus poemas para algumas editoras, mas não houve retorno. Em razão disso comecei a pensar na possibilidade de contar para o mundo experiências vivenciadas por garotos de programa em São Paulo.
Comecei meu trabalho de pesquisa nas ruas. Visitei lugares de orgia, conversei com pessoas que tinham participado de uma, conheci pontos alternativos de sexo livre, onde tive a oportunidade de conversar com pessoas no ponto mais alto de seus desejos. Entendi um pouco o sentido do sexo anônimo, ou sem rosto, e conversei com pessoas totalmente dependentes e viciadas em sexo pago. Visitei também baladas em geral, a “boca do lixo” e outros lugares que no decorrer da leitura você terá a oportunidade de saber. Mas cabe ressaltar que dentre todos com quem conversei, um deles me chamou atenção – Diego pois contava-me uma história carregada de suspense, dor e alegria e porque não dizer, magia.
Resolvi então contar a sua história fazendo uma junção com tudo o que eu havia pesquisado, com minha fértil imaginação e colocando também punhados de minha ideologia. Após inúmeros encontros para a extração de mais informações, Diego, que já havia se tornado meu amigo, colocou em minhas mãos todas as suas anotações secretas e proibidas sobre a comercialização de seu próprio corpo e sentimentos. Comecei então a escrever uma história chocante, e por contar em um livro acontecimentos tão inacreditáveis ou indizíveis, senti medo do julgamento social, do ódio ou de perder o amor das pessoas.
A junção das anotações, a organização do roteiro e a construção do livro, de forma geral, foram tranquilas, pois sou filósofo e isso me garante um domínio razoável da escrita. Eu até ri muitas vezes, mas ao final do livro, que levei três anos para concluir, resolvi ler a minha obra e chorei muito, chorei e me perguntei mil vezes como Diego pôde viver tudo aquilo sem enlouquecer?
Venci o medo, a vergonha e o desânimo. Em nome de minha arte, quero explodir uma bomba de amor no coração das pessoas; se por acaso dentro de você não houver espaço para esta notícia se acomodar não tem importância; de qualquer forma, cumpro meu papel de promover um encontro entre você e sua arma mais poderosa: a reflexão.

Por Amin Dolafera





Você é formado em filosofia, talvez por isso o seu livro tenha me sensibilizado de forma positiva.

A historia é linda e entre gargalhadas e lagrimas vivi em cada pagina momentos inesquecíveis, recomendo essa bela leitura.

Um livro verdadeiro e eterno como deveria ser o amor.

Diego perdeu por ser forte demais, mas nós leitores ganhamos uma historia linda que abala corpo , mente e coração!

Essa escravidão de achar que um relacionamento precisa de muito amor para seguir é um pouco enganosa, pois existem pessoas que estão num relacionamento cheio de “amor”, mas se torturam a troco de exclusividade, bate-bocas sem fim e cobranças sem sentido. Antes não se amassem.

O que um casal deveria avaliar na hora de pensar na durabilidade de um relacionamento é na qualidade dessa relação como generosidade, participação mútua, prestatividade, capacidade de se comprometer e realizar o que falar, entusiasmo, presença, otimismo, proatividade, apoio e empenho em fazer o outro crescer.

Tem casais que não tem isso e não tem amor, não consigo entender qual a razão daquela história continuar, ambos se fazem mal. Amor não é critério de desempate para atestar o fracasso de uma relação, mas se ambos são trampolins para que a vida plena aconteça.

Definitivamente, amor só não basta.

É proibido fumar


''Nas baladas no Brasil não pode fumar cigarros, mas pode cheirar cocaína a vontade, fumar pedras e mais pedras de crack. Calma , calma dependentes, não é uma critica é apenas uma tentativa frustrada de entender, isso mesmo, eu queria entender. Queria não quero mais, agora eu quero apenas construir um mundo paralelo onde tudo seja mais bonito, estou a caminho dele, eu sei que sim. O que sobra é bobagem. Balada é lugar de gente triste e talvez isso seja a resposta''.
Reginaldo Rossi disse em um show lindo que eu fui: não cheire cocaína, cheire cuecas ou calcinhas.
Marlon

Meu livro, minha vida



Amado ou usado? Vítima ou culpado? Um garoto baiano vem para São Paulo para viabilizar um sonho. Vitimado pelas circunstâncias, acaba na cama de homens, mulheres, travestis e casais. E foi justamente por meio do erotismo praticado de todas as formas que Diego conheceu o gosto do sexo sem rosto. Um romance polêmico, fascinante, bombástico e erótico-recreativo com gosto de morte e vida como nunca houve. Em meio a tudo isso Diego encontra Alexandre, que trazia consigo a proposta de um prazer demasiadamente grande. Esse encontro é marcado por uma interrogação: o papel do amor é nos lembrar que o inferno existe?
Mais que uma história de amor, este livro propõe, pela história real de um garoto de programa, uma discussão isenta de fascismos sobre euforia, solidão, hedonismo, compulsão sexual, drogas,
relacionamento aberto, vaidade incesto e depressão pós-sexo dentro da indústria do sexo em São Paulo.
Diálogos afiados e descrições precisas levam o leitor a uma história plena de prazer e emoção, proporcionando o que se espera de um bom livro: diversão.
Sem pieguice, esta obra apresenta uma trama capaz de conduzir o leitor até as últimas páginas sem artifícios mirabolantes.
Ainda sem o maniqueísmo de muitos livros, este de forma equilibrada, dosa cada palavra, permitindo preencher suas páginas com o que existe de melhor na literatura, daí o prazer em disponibilizá-lo para publicação.
Fruto da coragem e ousadia, ele é um texto sensível, forte e picante que tem a missão de provocar. Cada palavra é amparada pelo desejo profano e humano de declarar a morte do pecado.
A confissão categórica de quem comeu, bebeu e viveu a prostituição. Aqui gargalhadas, esperma e lágrimas têm cor, gosto e cheiro. Um retrato explícito de uma realidade sexual latente.
“O gosto do sexo sem rosto” inaugura uma nova e corajosa forma de fazer literatura. Pornografia e subjetividade se encontram e desse duelo nasce à prova irrecusável de que é possível revelar a nudez que nos faz experiênciar sensações antes desconhecidas e seduzir a vida.
Apresento aqui formas de fome sexual que o próprio desejo desconhece, proponho ao leitor conhecer e desafiar os limites do próprio corpo e do próprio tesão, utilizando sempre o pensamento como campo definitivo de atuação.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Não era amor


"Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que?
Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto.
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu nunca amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."
Martha Medeiros

Taubaté MUITO OBRIGADO!



Obrigado todos os leitores e seguidores de Taubaté pelo carinho imenso comigo e com meu livro, obrigado principalmente a Monique Top e o DJ JUNIOR ROCCO, Danilo Sergio e Cacco Malheiros. Foi um lindo final de semana, muito obrigado a todos e grande beijo!
Marlon

domingo, 9 de novembro de 2014

Um de nós


A travesti Raíssa, que trabalhava no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, foi encontrada morta pelo seu namorado, ontem, no apartamento dela no Catete.
Há pouco tempo, Raissa ganhou na Justiça o direito de ser chamada pelo nome de mulher. A família esta em desespero, os amigos também. Sobra a pergunta dentro da comunidade LGBT quem de nós será o próximo?
A policia confirma que o crime tem todas as caracteristicas de um crime homofóbico.



sábado, 8 de novembro de 2014

Teste


''A resposta de Deus em minha vida sempre, sempre, sempre passou pelo teste do tempo, mas continuo confiando de todo meu coração''!
MARLON

Ligue podemos ajudar 11-21041868, ame mas não sofra


Codependência é um termo da área de saúde usado para se referir a pessoas fortemente ligadas emocionalmente a uma pessoa com séria dependência física e/ou psicológica de uma substância (como álcool ou drogas ilícitas) ou com um comportamento problemático e destrutivo (como jogo patológico ou um transtorno de personalidade). É um fato conhecido que a dependência patológica causa grande impacto e sofrimento na vida das pessoas próximas, mas poucos percebem como a codependência é altamente prejudicial para ambas partes envolvidas. Ao invés de ajudar o dependente a melhorar, certos tipos de codependentes acabam reforçando o comportamento patológico.
O codependente acredita que sua felicidade depende da pessoa que tenta ajudar, e assim se torna dependente dele emocionalmente, procurando ajudá-lo seja sendo excessivamente permissivo, tolerante e compreensivo com os abusos do outro, seja sendo excessivamente controlador, perfeccionista e autoritário. É comum que o codependente coloque as necessidades do outro, acima de suas próprias. É comum que desenvolvam duplo vínculo.
Marlon

Isso mata



Doentes


''Somos tão doentes quanto nossos segredos''
Marlon

Dores da alma


'' As dores da alma sempre me abrem portas e janelas que me dão acesso ao que tenho de mais bonito''.
Marlon

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cuidado


''Hoje sei: ser cuidado é mais bonito do que ser amado''.
Marlon

Restou-me pouco


Ter esperanças me dói muito, os acontecimentos me reduziu diabolicamente a ser quem sou. A minha busca pelo amor, pelos afetos cortou todos os símbolos que me emprestavam asas. Restou-me pouco, eu e minhas circunstancias... Cresci, mas meu corpo crescido ainda cede lugar ao menino triste que ainda chora escondido em alguma esquina da alma. Minha reflexão tem me trazido sofrimento, ou melhor, solidão, mas não a do corpo e sim a do pensamento. De tudo que vivi sobrou muito pouco, às vezes consigo recolher alegrias em meus cestos imaginários. É melhor assim. Restos não me realizam. Restos de dor, restos de amor, restos de alegria, não quero, não posso.

Marlon

Clarice me representa:meu Deus, me dê a coragem



Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar.
Clarice Lispector

Cor de rosa



Mas chega. Hoje decidi que estou prestes a assumir meu coração vazio. Não decidi isso movido por uma grande coragem ou por um momento de iluminação. Nada grandioso aconteceu. Apenas sinto que dei um pequeno, quase imperceptível, passo para uma vida mais madura. Eu simplesmente não suporto mais pintar o céu de cor-de-rosa para achar que vale a pena sair da cama.
Tati Bernardi

Tati Bernanrdi



''No vazio cabe um monte de coisa, mas nenhuma se encaixa. Todas deslizam pelo rio de lágrimas que inundam todos os meus andares vazios. A hora que eu chorar, vai ser o choro mais triste do mundo''.
Tati Bernardi

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Dr. Amílcar Tanuri




Uma ópera se eleva à imagem de um homem que recita as palavras cantadas pela voz na música, e uma luz vermelha intensifica o impacto da cena aos olhos do espectador. O personagem interpretado por Tom Hanks no filme “Philadelphia” transmite a angústia de alguém que se descobre um portador do vírus HIV na década de 80, doença cercada de preconceitos e julgamentos à época. A história é baseada em fatos, e nome conhecidos como Cazuza, Freddie Mercury, Renato Russo e Keith Haring foram também vítimas da Aids, que teve os primeiros casos registrados nos anos 80. A forma como a doença é encarada mudou radicalmente desde então, mas a pergunta não se calou até hoje: como combater e erradicar esse vírus?

A pergunta parece não ter resposta. A Aids permanece incurável. Mas uma dupla de cientistas brasileiros lidera, desde 2012, uma pesquisa com este fim, a partir de uma descoberta otimista na planta avelós (Euphorbia tirucalli). O professor e pesquisador em genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Amílcar Tanuri e o farmacêutico Luiz Francisco Pianowski trabalham juntos em um fitomedicamento que paralisa a atividade do vírus, e pretendem elaborar uma forma de erradicá-lo do organismo. “Essa descoberta abre novos horizontes na busca pela cura da Aids, já que os atuais tratamentos só agem matando o vírus quando ele se multiplica e sai da célula invadida para entrar em outras”, destaca Pianowski.

A substância extraída da planta avelós, o Ingenol, desloca o vírus da célula infectada e o mata, fazendo com que seja exposto aos antirretrovirais. “O fitomedicamento propõe a cura, quando administrado em paralelo com os coquetéis disponíveis atualmente. Isso porque o fitomedicamento age fazendo o vírus sair da latência e os coquetéis atuais agem no vírus ativo, após sair da latência”, completa.

O processo de pesquisa está em sua segunda fase de testes com macacos e é realizado nos Estados Unidos. Amilcar enfatiza que a análise dos resultados foca, agora, em descobrir a quantidade e o tempo necessários de Ingenol no sangue para erradicar o vírus HIV. “O primeiro teste em macacos foi muito bom. Após um mês de tratamento, eles ficaram seis semanas sem o vírus no sangue, mas como tinha a ‘semente’ dele nas células, ficaram apenas suprimidos. Depois desse período o vírus voltou”, explica. Nesta segunda fase de testes, o tratamento terá duração de dois meses, no que chamamos de teste de dose e efeito. Também será elevado o número de macacos: primeiro foram dois, agora serão oito.

O fitomedicamento foi elaborado em forma de comprimido e os pesquisadores esperam poder testar em humanos dentro de um ano. A avelós ganhou a atenção de Pianowski, já que a planta é usada no Nordeste, local favorável para seu crescimento, para tratamento contra o câncer a partir de uma espécie de leite extraído dela. “Esse leite é diluído em água e dado ao paciente com câncer, e parece que chegou a curar algumas pessoas”, pontua Amilcar.

Ao estudar e usar diversos componentes da planta, Pianowski observou que, ao testar o Ingenol, a substância matava alguns linfócitos, e quis saber qual seria este efeito sobre o HIV. “Fizemos alguns testes in vitro, mas a maioria está sendo feito nos Estados Unidos”, afirma Amilcar. “A pesquisa pode durar alguns anos, já que há uma série de procedimentos necessários até que o medicamento chegue à fase de comercialização”, diz Pianowski.

Assim como o resultado apresentado nos primeiros macacos, o vírus pode ficar inativo por bastante tempo, mesmo que não chegue à erradicação. “A ideia é que não se manifeste mais”, enfatiza Amilcar. “Pode ser que nos humanos tenha um efeito muito bom. Se tratarmos por dois meses, talvez o paciente possa ficar dois anos sem tratamento. Essa é a grande pergunta”, pondera.