Surpresa

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sábado, 17 de maio de 2014

Caio F.



''Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar.”
“O dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato.”
“Eu queria ir pra um lugar onde eu tivesse uma sensaçãozinha, ilusória que fosse, de que tinha alguém prestando atenção em mim.”
“Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.”
“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?”
“Dói muito, mas eu não vou parar. A minha não desistência é o que de melhor posso oferecer a você e a mim neste momento.”
“Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.”
“A impressão que tenho é que nunca vai passar… Que a cicatriz não fecha… Que só de esbarrar, sangra.”
“Uma coisa é certa: está tudo errado.”
“O meu dia só existe porque você existe dentro dele. Porque se você não vem é como se o tempo fosse passado em branco.”
“Tudo isso me deixa com calafrios na barriga, e uma certeza maluca de que o que realmente quero é na verdade o oposto de tudo isso, entende?”
“Guerras, pestes, são os tempos. Estou louco para cair fora deste vendaval contaminado que virou o planeta.”
“Vê se ri um pouco. Tenho aprendido que tudo tem jeito, o tempo é remédio pra tudo, vivendo e aprendendo. Por aí. Ai que preguiça.”
“Tenho achado viver tão bonito. Talvez porque ande, como nunca, perto da idéia da morte.”
“Pedi demissão. Prefiro vender pastéis.”
“Ainda não perdi a esperança de receber notícias suas. Sou tão inseguro, meu bem, não faça assim comigo não.”
“Viver só por viver consome, mas é o que sei fazer melhor.”
“Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. Não se pode: é pecado, é proibido.”
“Não me mande coisas assim raivosas. Eu não tenho anticorpos para esse tipo de coisa.”
“O amor que sinto pelos outros quase sempre é suficiente, não precisa nem ter volta.”
“Sei que o tempo que eu tiver será exato. E sei também que pode acontecer não ‘um milagre’, mas uma sobrevivência maior.”
“Não adianta nada ficar do lado de fora, vendo fantasmas, imaginando coisas que não existem. Melhor entrar de uma vez.”
“Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você.”
“Não importa quanto vai durar – é infinito agora.”
“Na minha memória tão congestionada e no meu coração tão cheio de marcas e poços, você ocupa um dos lugares mais bonitos.”
“Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores.”
“Eu sempre acho que cansei de ti, de mim, mas ai vem o amor e revigora.”
“Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei.”
“Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. quero ser diferente. eu sou. e se não for, me farei.”
“Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa.”
“Talvez tudo, talvez nada. Porque era cedo demais e nunca tarde.”
“Quis morrer de novo, engoli outra rejeição – mas estou vivo e, sinto muito, vou continuar.”
“Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória. Mas o sorriso (…) ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo.”
“Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar.”
“Não é que pensei outra coisa de gente grande? Esta é assim: tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito, porque não tem complicação. Coisa simples é lindo. E existe muito pouco. ”
“Quando se quer explicar o inexplicável sempre se fica um pouco piegas.”
“Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.”
“De repente a gente se encontra numa esquina, num outro planeta, no meio duma festa ou duma fossa, a gente se encontra, tenho certeza.”
“Vontade de pedir silêncio. porque não seria necessária mais nenhuma palavra um segundo antes ou depois de dizerem ao mesmo tempo:
- quero ficar com você.”
“Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar — mesmo assim era bom viver.”
“Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.”
“Garçom, uma dose de amnésia e duas de desapego, por favor…”.
“As pessoas escorregam e, se num momento foram, no seguinte já não mais o são.”


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Ainda somos humanos?


Chegamos à balada na frente à mentira inteligível, por trás a verdade incompreensível. E somos alguém, alguma coisa, mas ninguém pode saber que usamos o vaso sanitário, que somos vitimas da solidão, que choramos, temos medo, fome de amor e goiabada . Se souberem que somos humanos deixamos de ser alguém e passamos a ser ninguém.
O rosto é de barro as mãos são frias, e o que era para ser acessório de frente passa a ser acessório de trás, é um inferno coletivo, mas todo mundo esta feliz. O doce do erotismo condenado ao silêncio, um triunfo do desespero sobre a inteligência. Estamos aqui vivos e sorridentes, mas isso já não tem se quer um significado.
Essa reflexão desordenada é um elemento fundamental para completar esse edifício critico do pensamento, contribuindo para erigir um pensamento inconformista diante de um mundo que instrumentaliza o humano.
O discurso fatalista de que as coisas são assim, caracteriza o triste cenário do mundo capitalista. O conhecimento e a tecnologia dele derivada são formas de conhecimento ditas racionais,mas a racionalidade de fato se torna vitima da ciência da renuncia.
Em outras palavras é como se a indústria cultural pudesse doar a felicidade através do consumo. O consumo é a grande fantasia de felicidade, reforçando a identidade das pessoas, satisfazendo e valorizando egos.Diante de uma sociedade fraca, doente e mentirosa o consumo aparece como analgésico contra as dores promovidas pelo processo de desumanização.
MARLON DE ALBUQUERQUE

terça-feira, 13 de maio de 2014

E a outra metade também




Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
(Oswaldo Montenegro)

WWW



Nossa evolução como seres humanos pensantes esbarra nas telas de 14 a 20 polegadas. É ali, marginalizados e subversivos que caímos na isca doce de cometer diversos males. Pois é, não temos mais para onde "voar" tudo já foi dito e ensinado, mas o www não nos deixa ter tempo de aprender. Isso, o que chamamos de evolução, é tão somente um necrotério "à tela aberta". Pênis, vaginas, ânus, felações, ejaculações, "fistações" etc. Tudo deflagrado aos milhões de acesso world wide. Arrebenta-me de tristeza esse abraço que jamais será dado, senão pela ponta dos dedos; esse beijo que não passará de uma abreviação digitada. Sim, estamos em plena GRANDE REVOLUÇÃO das aproximações globais sem ao menos reproduzir um mínimo, mas essencial, olho no olho. As pessoas tem se aproximado em relações comerciais, não daquelas existentes para certo equilíbrio, mas aquelas de prostituição, de promiscuidade... Quantos anos? Idade? Altura? Dinheiro? Roupa? Balada? Potência e posição sexual? Pronto! Está feito o check out. Se você atendeu aos requisitos, terá, ao menos, alguns minutos de uma "trepada" (perdão). Se você não atendeu aos critérios daquele que te avalia com a prancheta de um legista, num necrotério construído por nós, paciência! Terá de se isolar nos becos que ainda restam para os que não cumprem as exigências mínimas - há lugares escuros (e onde estão os claros?) por aí, onde você não é visto, não se apresenta nem é questionado de nada. Apenas goza. Ao final da esmola de alguns centímetros de nervo cavernoso de sangue que te foi dado ou pedido. Ouse rir e achar demasiado o que escrevo. Amanhã, estará você no centro dessa imundície a que chamamos: RELAÇÃO HUMANA NECESSÁRIA. Tudo bem, o seu maior desejo a essa altura é recusar o que escrevo e bravejar: Eu não! Xiste puro! Somos todos iguais. Eu poderia buscar com a superstição verbal a minha absolvição. Mas não quero. Estou cansado. Entrego-te a palavra que pode me condenar à verdade. Pior morte. E o que está nisto que tentamos ensinar um ao outro? Está toda a contaminação do pouco que aprendemos e, por ser pouco, tornou-se o pior veneno. Esta substância está percorrendo todo o nosso ser, corroendo a miséria farta que temos. Por desespero, passamos por cima de tudo e de todos. Afinal, eu e somente eu tenho que sobreviver. Desejamos que fosse diferente, mas foi só o que aprendemos. Você está on line? Tc de onde? Como seguirá a sua história?
Adriano Gustavo Di Andrade.

domingo, 11 de maio de 2014

FAUZI ARAP



Eu vou te contar que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surda e não me ouve!
A sedução me escraviza à você...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais presa ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome, eu tenho...
Você é um rosto na multidão, e eu sou o centro das atenções, mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu, eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ela busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa...
Eu quero que você me veja nua, eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada, te denuncia, e te espelha...
Eu me relato, tu me delatas...
Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste."

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tonny



Como foi bom deliciar pagina por pagina do livro O gosto do sexo sem rosto”. E o melhor lendo sobre o personagem Tonny no qual emprestei meu corpo pra viver naquela casa e vida, uma experiência louca, mas de aprendizagem. Sinto orgulho de saber que sou um dos personagens do livro e minha historia, emociona e contribui para reflexão de um numero cada vez maior de pessoas, aquele tempo de prostituição, perigos e amores ficará na minha memória para sempre. Agradeço ao escritor por respeitar cada passo da entrevista nem acrescentando nem diminuindo o que falei. Jafet de Paula , leitor e personagem do livro.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Liberte-se



Nenhum ser – humano consegue se desenvolver integralmente e transitar pelos territórios dos afetos quando estão presos em gaiolas construídas cruelmente pela sociedade, pelas religiões ou pelas leis.
Marlon

Tristeza



''Gente complexada muda todo dia a foto de perfil, e de hora em hora posta uma frase idiota tentando ser engraçado''.
Marlon.

Bob


Queria ser um baseado
Para nascer em seus dedos, morrer em seus lábios,
E fazer sua cabeça.
Bob Marley

Inferno humano


“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano ''.
Clarice Lispector.

Gosto do que não presta


O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.
CLARICE LISPECTOR.

Amor


''O abandono afetivo é um câncer social. A palavra amor esta vazia porque ninguém quer morar dentro dela.''
MARLON.

A pior dor


"Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores."
Caio Fernando Abreu

Qual nome dela?


Goiabada acabou, saudade doce, saudade AMARGA, alegria dificil, net ruim, sobrou apenas o café e o cigarro, mas eu queria mesmo outra coisa mas ainda não sei o nome dela''.
Marlon de Albuquerque

Inferno


O inferno está cheio de almas que, em vida, juravam amor eterno e no outro dia já estava "amando" outra pessoa.
Marlon.