Surpresa

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terça-feira, 22 de setembro de 2020

― Caio Fernando Abreu, Os Dragões não Conhecem o Paraíso


 

“Tenho um dragão que mora comigo.
Não, isso não é verdade.
Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.
Isso me pareceu grandiloqüente e sábio como uma ideia que não fosse minha, tão estúpidos costumam ser meus pensamentos. E tomei nota rapidamente no guardanapo do bar onde estava. Escrevi também mais alguma coisa que ficou manchada pelo café. Até hoje não consigo decifrá-la. Ou tenho medo da minha - felizmente indecifrável - lucidez daquele dia.”


― Caio Fernando Abreu, Os Dragões não Conhecem o Paraíso

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Eu com cinco anos, me preparando para minha precária vitória humana

O mundo não meu deu espaço para estacionar meu amor, meu carro, meu ser. O inferno são os outros.
Esconder minha sexualidade quando criança me tortura até hoje
Quando criança, eu era muito cuidadoso com meus livros e cadernos. Usava canetas diferentes para perguntas e respostas e criava símbolos para itens. Minha letra era redonda e bonita. Era um dos meus orgulhos numa vida que ainda havia pouco do que se orgulhar. Até que um dia disseram que minha letra era de menina…
Eu havia sido descoberto.
Entre tantos detalhes tentando fingir ser igual aos outros, eu deixei passar aquele pequeno detalhe: a letra. Passei a enfeiá-la e a ser descuidado com meu caderno.
Essa foi a primeira vez de tantas outras que fui ‘descoberto’ e tentei me cobrir. Uma criança. Uma pobre criança tentando esconder um segredo que ela não havia criado. Um segredo que nasceu semente junto a ela, e aos poucos floresceu.
Uma criança que tentava modificar sua voz, seu jeito, seus gostos. Tentava evitar que aquela flor que nasceu com ela ficasse frondosa e os outros percebessem.
Durante meu processo de autoconhecimento durante síndrome do pânico, essa foi uma das coisas que vieram à tona. O quanto esconder minha sexualidade desde criança agravou minha ansiedade.
Vim de uma família religiosa, então era comum em sermões da igreja ouvir reprimendas quanto a ser homossexual. Pequeno ainda não compreendia o termo relacionado à sexualidade, mas percebia que era vítima de piadas quando ‘desmunhecava’, ou queria fazer ‘coisas de menina’.
Eu me sentia tão diferente dos meninos de minha escola. Fazer educação física com eles, ou ter que participar de atividades ‘de meninos’ era desgastante. Tentar jogar futebol me embrulhava o estômago e tantas vezes tive que criar doenças para faltar a esses eventos.
Minha mãe me recriminou por brincar de boneca e casinha com coleguinhas. Até hoje minha mãe diz que o destino de todos homoafetivos é ser velho, abandonado, doente, sozinho e defasado emocionalmente. Mesmo quando ela não diz eu sei que pensa. Mas eu não sentia a mínima vontade de brincar com meu irmão e seus robôs, ou ver com eles animes japoneses violentos, ou filme de ação com meu pai.
Durante esse processo em que eu não podia fazer o que gostava e nem me interessava fazer o que eles queriam, eu fui me fechando. Tornei-me um menino introvertido e amedrontado. Que calava o que sentia. Que escondia quem era. Sem pertencer a um mundo.
Fugi.
Eu lia, lia muito. Lia mil livros. Criava mil histórias. E estudava.
Na minha primeira sessão pós ataque de pânico o analista perguntou-me: do que afinal eu fugi? Por que eu me martirizava tanto para estudar e ser melhor do que todos?
Antes eu pensava que eu estudei tanto para ser rico. No momento em que tive dinheiro percebi que não. Não comprei carro, apartamento. Nada disso me interessa ou enche meus olhos. Não sou nem um pouco materialista.
Mesmo assim aquela ansiedade infantil ainda me matava. Aquela vontade de fugir. Então enxerguei o quanto eu fui torturado. Eu tive que estudar para um dia fugir daquela minha cidade de 20 mil habitantes. Eu tinha que fugir para um dia poder ser quem eu era.
Eu consegui meu intento mas ainda me escondia. Tinha vergonha de ser eu.
Continuei lendo para fugir. Estudando para ter recursos para fugir. Escrevendo tanto para criar novos mundos e poder fugir.
E para qualquer lugar que eu fugisse, a angústia me acompanhava. Por que ela estava dentro de mim. E essa angústia voltava crescer, após o rápido alívio da fuga. Crescia, crescia até que eu a vomitava e enchia o ‘novo lugar’ com toda minha incompletude e insegurança.
Passei tanto tempo fingindo ser outra pessoa, sem poder ser eu que de alguma forma não sei como ‘ser eu’. Não me identifico com as coisas. Não me sinto em casa. Sinto-me amado e querido por tantas pessoas mas não consigo sentir o mesmo por elas.
Eu ainda sou aquela criança que se sente deslocada em todos lugares. Que se sente deslocada dentro do próprio corpo. Eu cresci mas ainda não pertenço a ninguém e a lugar algum.
Talvez as coisas fossem diferentes se eu não tivesse precisado fugir. Se eu tivesse o apoio necessário para me orgulhar da minha exótica afetividade e sexualidade . Pudesse fazer parte do grupo das meninas. Desenvolvesse minhas habilidades de relacionamento desde a adolescência.
Mas essa não é minha história.
E eu tenho que parar de fugir.
Só quando eu parar e olhar para mim mesmo, vou poder me despedir daquela criança ansiosa e com medo de viver e amar.
O que me dói é saber que essa minha tortura é igual a de tantas outras milhares de crianças. Tantas outras que fingem ser algo que não são. E desenvolvem problemas psicológicos que vão carregar para o resto da vida.
Até quando torturaremos nossas crianças para serem aquilo que não são? Quando vamos perceber que nossa felicidade depende, antes de tudo, de sermos o que queremos ( e nascemos) pra ser? Quando vou libertar a criança que um dia eu fui e dizer para ela que não há problema em ser desse jeito… Desse jeitinho. Pode ser uma flor se quiser. E ter a voz mais fina do mundo e uma alma toda cor de 🌹 rosa dentro da minha precária vitória humana. 🤴 Príncipe Marlon

 

sábado, 19 de setembro de 2020

Te espero carinhosamente



 

Dúvida: Existe alguma maneira de diminuir a sensibilidade na glande?

Dr. Jairo Bouer: Essa pergunta é bem comum, alguns garotos costumam se queixar de uma sensibilidade maior na glande, que é a cabeça do pênis. Essa é a parte mais sensível do pênis, mesmo, e pode ficar mais ainda nos homens que têm o prepúcio, aquela pele que recobre a glande. Em alguns casos, isso provoca incômodo ou até dor, atrapalhando as relações sexuais. 

Se existe alguma irritação local, com dor, coceira ou descamação, é importante consultar o urologista, porque pode ser o caso de uma balanite (uma inflamação na glande), ou uma balanopostite (inflamação na glande e no prepúcio). Pode ser o caso de uma infecção causada por micro-organismos, como a candidíase.

Também pode ser uma irritação causada por sabonetes ou cremes. O tratamento vai depender da causa, e só o médico pode fazer o diagnóstico.

Já se a sensibilidade é algo frequente, que não tem a ver com inflamação ou infecção, existem algumas opções: 

– o uso da camisinha pode ajudar bastante, porque a barreira protege a glande do atrito;

– alguns médicos recomendam medidas como passar uma esponja suave durante o banho, com cuidado, com carinho, até que a glande vá ficando mais resistente;

– a cirurgia de fimose, para a retirada do prepúcio, também pode ser indicada para esses casos de sensibilidade. Com a glande exposta, a pele vai ficando um pouco mais grossa e a sensibilidade diminui.


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Clarice Lispector

 Clarice Lispector confidenciou a uma amiga que durante o refúgio de sua família na Ucrânia, sua mãe, Mania Lispector, fora estuprada e, do ato horrendo, adquiriu sífilis. Elisa Lispector, irmã de Clarice, escreveu em seu romance “No Exílio”, que o trauma decorrente da violência deixou marcas psicológicas e físicas durante toda a vida de Mania. Clarice nasceu um ano após o estupro de sua mãe, e anos depois escreveu sobre isso:

“Fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada com amor e esperança. Só que não curei minha mãe.
(…) Sei que meus pais me perdoaram eu ter nascido em vão, e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe.”
"Clarice Lispector- uma Biografia".
Benjamin Moser.



Clarice Lispector confidenciou a uma amiga que durante o refúgio de sua família na Ucrânia, sua mãe, Mania Lispector, fora estuprada e, do ato horrendo, adquiriu sífilis. Elisa Lispector, irmã de Clarice, escreveu em seu romance “No Exílio”, que o trauma decorrente da violência deixou marcas psicológicas e físicas durante toda a vida de Mania. Clarice nasceu um ano após o estupro de sua mãe, e anos depois escreveu sobre isso:
“Fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada com amor e esperança. Só que não curei minha mãe.
(…) Sei que meus pais me perdoaram eu ter nascido em vão, e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe.”
"Clarice Lispector- uma Biografia".
Benjamin Moser.Clarice Lispector confidenciou a uma amiga que durante o refúgio de sua família na Ucrânia, sua mãe, Mania Lispector, fora estuprada e, do ato horrendo, adquiriu sífilis. Elisa Lispector, irmã de Clarice, escreveu em seu romance “No Exílio”, que o trauma decorrente da violência deixou marcas psicológicas e físicas durante toda a vida de Mania. Clarice nasceu um ano após o estupro de sua mãe, e anos depois escreveu sobre isso:
“Fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada com amor e esperança. Só que não curei minha mãe.
(…) Sei que meus pais me perdoaram eu ter nascido em vão, e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe.”
"Clarice Lispector- uma Biografia".
Benjamin Moser.
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Mauricio Mellone Favo, Eddy Luem Cruz e outras 7 pessoas
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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Volta furação

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Depois de abandonar sem explicações as gravações da novela Insensato Coração e não voltar nem para se justificar e assinar a rescisão do contrato Ana ainda assim ficou durante treze anos sendo assediada pela rede globo para retornar as telas. Diante de tantos e tantos apelos da emissora e de uma legião de fãs apaixonados pela eterna HILDA FURAÇÃO. A mulher mais bela do mundo retorna as telas em 2022. Depressiva, agressiva,problemática , louca e mais um pouco Ana Bela Arosio volta mais empoderada do que nunca , sua volta será na novela de Licia Manzo AS:21:HORAS. Insuportavelmente linda e original terá sempre meus aplausos. Príncipe Marlon

Flor de LIXO

 Sempre cabe mais um; conheça biografia da mulher que adotou 50 | Livros só  mudam pessoas

Fiquei encantado pela historia de uma mulher pobre que adotou 50 crianças carentes. Li com toda emoção do mundo sua biografia. Tenho o filme completo, recentemente ela afirmou que quem é homoafetivo ou utiliza o sabão em pó OMO, vai queimar no fogo do inferno. No ano passado ela afirmou que quem não votasse em seu presidente Jair MONSTRO Bolsonaro , perderia para sempre sua parte na arvore da vida e estaria condenado ao fogo eterno. Inquestionável que Bolsonaro vive cercado por apoiadores monstros, incluindo seus eleitores. 95% DA BANCADA EVANGELICA ESTÃO ENVOLVIDAS EM ESCANDALOS DE CORRUPÇÃO  E CRIMES CRUEIS.
Passai por baixo do meu desprezo, todos hipócritas, ladrões, golpistas , reacionários e homofobicos.
A armadura religiosa passa a ser disfarce para os maus, um recurso que empresta vestes santas para os promotores do Diabo.
Se os homoafetivos vão todos queimar no fogo eterno do quinto dos infernos, quem mata o companheiro de toda uma vida vai para onde?

Marlon- Príncipe maluco

Tieta vingadora

 



( Confirmado)Nanda Costa interpretará Tieta do agreste na primeira fase do remake que começará a ser gravado em novembro de 2023 em Mangue seco-BA. A linda Camilla Pitanga fará a personagem título na segunda fase, Giullia Gan fará a inequecivel perpetua.Claudia Horrana fará Tonha, Guilherme Lobo fará Cardo, o sobrinho Padre que Tieta vingadora seduz e o leva para a cama, Larissa Manoela também estará no elenco ainda sem papel definido. Desejo a todos, sobre tudo a Camila de que sou fã, todo sucesso do mundo. O livro do inigualável Jorge Amado será readaptado por Edilene Barbosa e Edmara Barbosa, com supervisão de Benedito Rui Barbosa. ( ansioso).
Beijos!
Marlon- Príncipe maluco

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

O barco está furado?

 




De que vale a mesa posta se os discípulos estão brigados
De que vale o mar a frente se o barco está furado?
De que vale ter a senha se o cofre foi roubado?
De que vale o abraço, se o amor está cansado?
De que vale a flor no peito, que me mantém acordado, se o mundo está armado?
Tem homens, que sentem excitação por estatuas, leva flores, beijos, amor puro e depois vai embora.
Não sei mais o que dizer da minha solidão, mas gosto com adoração de ser um homem desocupado. A cada dia descubro mais prazer na inutilidade.
Paralisado no escuro do meu quarto, fico paralisado e completo. Completamente inerte, mas completo.
As gays desocupadas são as únicas felizes. . .
Desligaram meu coração, apagaram minha canção, e abortaram minha oração.
Ontem um rapaz que vive a pichar muros nas madrugadas, conversou comigo, no final, ele tentou me beijar, recusei, pela primeira vez eu senti um carinho paternal por um rapaz bonito, tudo aquilo era novo para mim, ele foi embora seguindo sua vida louca e eu fiquei aqui seguindo minha vida oca.
A Bruna quando não conseguia me amar do jeito que eu estava, ela me amava pela criança pura e doce que fui, mas na estação passada ela morreu em um desastre de avião. Quem dera que eu pudesse latir tudo que penso, Era tudo verdade, ela vivia confundindo liberdade com estado civil. Não sei se ela realmente merecia o silencio da morte, mesmo a querendo. Ela viveu todos os deslizes na crença irrecusável de que somente as adulteras são felizes. . .
Já experimentei ódio e amor com igual fervor, na mesma cama, na mesma hora, na mesma dor.
Um homem, de cabelos pretos hoje colocou fim na vida de uma arvore a mais bonita, morri junto com ela, será mesmo que existe plural na palavra saudade?
O significado da palavra liturgia é a passagem de Deus por nós, hoje eu o vi, ele brincou comigo, bagunçou meu cabelo e depois se foi riscando fósforos.
A morte da arvore chegou perto da minha velha desconfiança, de que somos todos arvores, sem vida, sem fruto, sem lucro.
Já sofri demais por hoje, o que ainda me resta de minha penitencia vou deixar para o ano passado.
Somos todos arvores disfarçados com roupas de viver.
Marlon-Príncipe maluco

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Diva

 Foi cara do The New York Times jornal mais poderoso do mundo. Protagonizou dezenas de novelas na globo. Foi apresentadora do fantastico e video show. Nos anos 90 foi eleita por cinco vezes consecutivas a mulher mais desejada do Brasil. Hoje idosa vive e se alimenta com a ajuda dos poucos amigos que restaram. Lucia Verissimo,ETERNA diva. Príncipe Marlon


domingo, 16 de agosto de 2020

Perfeito


 Eu não caio mais nesse papo de "no fundo é uma boa pessoa". Ninguém ta tentando descobrir petróleo em você para cavar até o Pré-Sal. Tem que ser bom é no raso mesmo. Na beirinha, onde a gente molha os pés. No fundo a gente deixa a maldade, o egoísmo, a falta de compaixão. O que é bom a gente deve deixar emergir! Padre Fábio de Mello

Morre

A gente morre quando ouvimos do outro lado: hoje não posso, me liga no próximo final de semana.

A gente quer morrer quando, imerso em nosso silêncio ensurdecedor não somos vistos e nem escutados.

A gente morre cada vez mais quando amamos de maneira urgente, e do outro lado da linha existe um amor, cor de nada a decorar lindamente meu céu de estrelas mortas.

A gente morre quando , rezamos , cantamos, choramos e apesar de tudo isso a dor não
passa. Ela insiste em permanecer, marcando território, dia, hora e lugar.
A gente morre de mentira, a gente morre de verdade, têm tantos que vivem de verdade, e tantos e tantos que vivem de mentiras.
A gente morre quando nosso livro preferido, por razões que desconhecemos não faz mais o menor sentido.
A gente morre um pouco quando tudo está perdido e somos castrados tão profundamente que nos roubam inclusive o direito ao grito.
A gente morre mais um pouco quando somos obrigado a admitir que a único coisa do mundo que pode nos levar ao paraíso é injustamente o elevador dos fundos.
A gente pode morrer inclusive quando precisamos tanto de uma palavra amiga, assim como um mendigo há uma semana sem comer precisa de um sanduíche, e o amigo de outrora, não pode ouvir, dizer ou fazer nada, porque está na feira comprando laranjas, tomates e bananas.
Agente pode morrer também quando sentimentos como ternura, gratidão e carinho, se tornam apenas uma espécie de amor pisado.
A gente quer precisa e vai morrer, quando soltamos o mundo inteiro para segurar apenas uma mão e do nada em um dia qualquer de chuva , por crueldade, covardia, ódio ou nada soltam nossa mão, de modo que despencamos violentamente abismo a baixo.
A gente morre, também quando somos obrigados pela vida já morta a admitir que a crueldade irresponsável e covarde da grande maioria possui, corpo, voz e rosto;
A gente nega até quando pode, depois se rende a morte, ao passo que a luta diária de cada um provoca um barulho tão grande que por mais que gritemos, somos apenas e literalmente um mudo a mais em meio à multidão e seu desabamento de egoísmo.
A gente continua morrendo quando vem a tona todo amor não dado porque o ser amado resolveu fechar a porta no melhor momento da brincadeira, e assim nunca mais podemos retornar.
A gente segue vagarosamente morrendo, quando quem amamos tapa os ouvidos com as mãos de propósito afim de não ouvir mais, os nossos desesperados pedido de amor, desesperados apelos de paz.
A gente vai já quase morto em busca de um sonho torto para esquecer o sonho morto.
A gente mesmo parado vai morrendo aos pedaços, quando descobrimos que o amor é uma historinha doce que Deus inventou para nos fazer pegar no sono mais rápido.
A gente pouco a pouco vai morrendo quando percebemos que do nada amor cai doente, do nada ele morre e pela milésima vez continuamos vivos, já mortos.
A gente é tão frágil que quando começamos a ouvir a palavra FIM, muito antes do final dela já estamos mortos.
A gente morre o tempo todo, morre por não saber chegar, morre por não saber ficar, morre por não saber partir. . .
A gente só consegue de fato saber-se morto, quando entendemos que é mais fácil ressuscitar os mortos do que os vivos.
A gente acaba morrendo, existe uma cadeira elétrica chamada vida para cada um de nós, que maravilha morrer com exclusividade, meu Deus é muita maravilha para caber em uma morte só.
A gente morre quando a lucidez atropela a carne marcada e nos estupra a ponto de nos convencer, que independentemente da nossa permanência, ou não permanência o mundo permanece tal qual.
A gente morre, quando de tão embriagado de vida entendemos que o valor pratico de nossa participação em tudo isso é igual a zero.
A gente também morre quando percebemos que passamos maior parte do tempo, explorado pelo amor alheio.
A gente morre na medida em que fica cada vez mais claro que nosso amor, o amor de Deus, de alguns poucos humanos sempre existiu, mas não foi o bastante para preencher todos os nossos vazios, eu quero te perguntar uma coisa posso?
A gente morre quando notamos com certa sutileza, que nosso passado se resume em uma avalanche de brinquedos quebrados, nosso presente se resume em um monte de presentes quebrados, e que tudo isso nos leva a um futuro onde nós somos o brinquedo quebrado.
A gente segue, agora já sem ir a lugar nenhum quando entende que morremos da pior morte: morrer todos os dias em pequenas porções.
A gente acaba morrendo,e nem sempre morremos direito, muitas vezes nos tornamos um corpo correndo, morrendo, girando em torno do nosso próprio cadáver, por décadas, séculos, anos e mais anos, na esperança de encontrar a senha, a chave, a palavra mágica que possa nos levar de volta para a maternidade cheios de vida e vulnerabilidade.
Você é um mistério para mim, o que me consola é saber que também sou um mistério para tu, aguardo ansiosamente pelo toque de suas mãos, prometo, mas não garanto corresponder à altura, em plenitude, amor, ódio e principalmente inteireza, veja bem façamos um pacto divino e carnal de que haja no mínimo inteireza. Antes de tudo , se me permites, quero te fazer uma ultima pergunta, posso?
Marlon príncipe

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Depressão masculina

Originalmente conhecida como uma doença que afeta muito mais as mulheres, a depressão também pode se manifestar nos homens.

 

Veja os principais sintomas da depressão nos homens: Fadiga: Pessoas que estão deprimidas passam por uma série de mudanças físicas e emocionais e podem experimentar fadiga, bem como uma desaceleração dos movimentos físicos, da linguagem e no processos de pensamento. Dormir muito ou muito pouco: Problemas de sono, tais como insônia, acordar muito cedo pela manhã, ou excesso de sono são sintomas comuns de depressão. Como a fadiga, problemas do sono são um dos principais sintomas dos homens deprimidos. Dor de estômago ou dor nas costas: A dor nas costas é comum em pessoas que estão deprimidas, bem como prisão de ventre ou diarreia e dores de cabeça. Irritabilidade: Ao contrário das mulheres que se apresentam tristes, os homens que estão deprimidos muitas vezes mostram sinais de irritabilidade e pensamentos negativos. Dificuldade de concentração: O retardo psicomotor pode diminuir a capacidade de um homem para processar a informação, prejudicando a concentração no trabalho ou outras tarefas como dirigir ou ler o jornal. Raiva ou hostilidade: Alguns homens manifestaram depressão por serem hostis, nervosos ou agressivos. Raiva e hostilidade são diferentes de irritabilidade, a raiva é uma emoção forte, e mais aguda, a irritabilidade tem um padrão mais crônico, é um “mau humor”. Stress: Pesquisas mostraram que a exposição prolongada ao stress pode levar a mudanças tanto no corpo e no cérebro, que por sua vez pode levar à depressão. Ansiedade: Ao contrário do que se pensa, há uma forte ligação entre os transtornos de ansiedade e depressão. Assim como os ansiosos apresentam episódios depressivos, costumamos ver pessoas com depressão apresentando picos de ansiedade e/ou de medo. Abuso de substâncias: O abuso de substâncias frequentemente acompanha a depressão. Os alcoólatras são quase duas vezes mais propensos a sofrer de depressão do que pessoas sem problemas com a bebida. Há também o abuso de medicamentos psicotrópicos sem acompanhamento médico e de drogas ilícitas. Disfunção sexual: A depressão é uma razão comum em casos de perda de desejo e disfunção erétil, e é um sintoma de que os homens são inclinados a não relatar; no entanto, pode ser o resultado de outras condições médicas ou medicamentos (incluindo antidepressivos), e não é por si só um sinal de depressão. Indecisão: Algumas pessoas têm naturalmente a dificuldade de tomar decisões, portanto, uma incapacidade de fazer escolhas geralmente é preocupante apenas se for um novo comportamento. Como a depressão diminui a capacidade de processar as informações, o quadro apresenta piora severa. Pensamentos suicidas: Mulheres são mais propensas a tentar o suicídio, mas os homens têm mais de quatro vezes mais chances de morrer se eles fizerem uma tentativa de suicídio por utilizarem meios mais eficazes como arma de fogo, por exemplo. Homens mais velhos estão em maior risco de suicídio, e os médicos podem não perceber os sintomas de depressão neste grupo. Na verdade, mais de 70% das vítimas mais velhas de suicídio visitaram seus médicos no mês da morte. Os pensamentos suicidas devem ser acompanhados de perto e tratados com medicamentos e psicoterapia. Em geral, a depressão não é parte normal do envelhecimento em homens ou mulheres por conta da redução da produção de alguns hormônios pela hipófise. Ao se identificar com um grupo dos sintomas descritos, procure ajuda médica e psicoterapêutica imediatamente pois a depressão tem tratamento. Sou Jornalista, católico, solteiro, independente e moro sozinho em São Paulo.35ANOS. Quero conversar com pessoas que passam pelo mesmo problema para ampliar horizontes e trocar alternativas. 11-986793659. Luciano Diniz