Surpresa

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quinta-feira, 8 de maio de 2014

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Queria saber: depois que se é feliz o que acontece? O que vem depois?
-Clarice Lispector

Sobre o meu livro


Parte que li do suicídio do padre tirou meu oxigênio na hora!
Marlon dentro daquele enredo do livro ele é um do clímax
abala quem ler, provoca , deixa a gente completamente arrasado,
Marlon essa parte no livro é a ponta de lança para provocar esse tipo de sentimento em quem ler seu livro;
Da raiva na gente de Diego.
Seu livro merece ser estudado.
Ele abarca muita coisa menino o que mais me chamou atenção foi o antagonismo entre Diego e Alexandre e entre os dois o desejo ardente que os ligavam!!!!!
Eu vou escrever sobre seu livro em breve, parabéns escritor, e parabéns a todos que colaboraram para o nascimento desse livro tão forte!
Gilvan Santos Lelis- Leitor.

Laços


Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe pareçam verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser. Então o amor, a amizade é isso, não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó já deixou de ser um laço. Nó aperta, Laço enfeita.
Caio F. Abreu.

No fundo todo mundo tem vontade de da o cu para um retirante nordestino



Descriminar nordestinos é crime de injuria qualificado e leva a cadeia.
Marlon.

Odeio eternamente


Uma coisa que não canso de repeti: ODEIO FUTEBOL.
Marlon

Cuidado



Meu amor por você continua no mesmo formato CUIDAR!
Marlon.

Marlon



''Você me deu um abraço tão apertado que todos os pedaços quebrados dentro de mim se juntou novamente''
MARLON

Perdoar?



Perdoar é tão injusto muitas vezes, as vezes a vingança é o unico caminho para uma alma perdida encontrar a luz.A misericórdia também corrompe!
MARLON

O diário secreto de um garoto de programa- Jorge Serrano



Prezado Marlon de Albuquerque,



Há uns meses, numa banca de um shopping de São Paulo, a capa do seu livro “O Gosto do Sexo sem Rosto” chamou a minha atenção. E comprei-o.Tenho esta paixão compulsiva pela leitura e, infelizmente, por falta de tempo, não consigo ler tão rápido quanto adquiro livros, pelo que o resultado são duas filas de espera crescentes (uma aqui no Brasil, outra em Portugal) .
E assim ficou o seu livro, na tal pilha, esperando a sua vez (que chegou na passada quinta-feira).
Já há algum tempo que não lia um livro tão rapidamente como devorei o “O Gosto do Sexo sem Rosto”. Apesar de violentíssima, achei a história doce e recheada de amor; apesar de pesada, achei-a escrita com uma leveza e finura poéticas.
Por isso, envio-lhe este email (que espero chegar ao seu destinatário): primeiro, para lhe dar os parabéns pela forma como escreveu a história e, ainda, como a foi polvilhando com reflexões tão necessárias, que levam a conclusões infelizmente não tão óbvias para a grande maioria das pessoas; em segundo lugar, para desejar ao Diego que, se não conseguiu realizar o seu sonho de ser piloto de aviões, pelo menos que não se esqueça da poesia (o mundo cinzento dos dias que correm precisa, cada vez mais, de poetas…) e que jamais perca o seu lindo e doce coração, seguramente com sabor a goiabada…
Seja o Diego fictício ou real (ou algo entre as duas fases), peço-lhe um favor: da próxima vez que o vir, dê-lhe um abraço meu, prolongado. E diga-lhe que enriqueceu a vida de mais uma pessoa – a minha. Enriquecer a vida de alguém é a melhor referência para se colocar num currículo…
Jorge Serrano- Leitor.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Meu amigo



Meu Amigo, não sou o que pareço. O que pareço é apenas uma vestimenta cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência.
Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável.
Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.
Quando dizes: “O vento sopra do leste”, eu digo: “Sim, sopra mesmo do leste”, pois não queria que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no mar.
Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar.
Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de ficar a sós com a noite.
Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno – mesmo então chamas-me através do abismo intransponível, “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada”, e eu te respondo: “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada” – porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno.
Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas. Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho.
Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito – e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente. E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho:
Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos dadas.
(Excertos de “O Louco”)

sábado, 3 de maio de 2014

Olha o que sobra de tudo isso



Que vontade desconcertante e cheia da mais pura ira de olhar no fundo dos teus olhos e dizer, você não presta,vai se fuder, você vale nada, quero distancia de tuas caras todas, seja muito infeliz, eu te amo.
Marlon de Albuquerque

O amor vem sim


Nada como o tempo:
Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz
com outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama
( ou acha que ama ) e que não quer nada com você,
definitivamente não é o alguém de sua vida.

Você aprende a gostar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim, para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando você!

O amor é igual a uma borboleta,
quando você tenta pegá-la, ela foge,
mas quando você está distraído,
ela vem e pousa em você!

Mário Quintana




Papa Francisco




"Não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população, que é alvo do preconceito e vítima da violação sistemática de seus direitos fundamentais, tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a cultura, entre outros", afirma, em nota, a entidade da Igreja Católica.

A comissão diz também que LGBTs "enfrentam diariamente insuportável violência verbal e física, culminando em assassinatos, que são verdadeiros crimes de ódio".

A entidade convida "pessoas de boa vontade e, em particular todos os cristãos, a refletirem sobre essa realidade profundamente injusta das pessoas LGBT e a se empenharem ativamente na sua superação, guiados pelo supremo princípio da dignidade humana".

Ainda de acordo com a nota, o posicionamento da entidade, "fiel à sua missão de anunciar e defender os valores evangélicos e civilizatórios dos direitos humanos, fundamenta-se na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada no Concílio Vaticano II: "As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrais e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo", diz o documento.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

O cheiro da CUECA vermelha


''Quanta saudade sinto de suas mãos percorrendo meu pescoço quase me matando e eu conhecendo o céu. Seu corpo dentro do meu pulsando entrando e saindo promovia meu encontro com o Deus, não no outro mais em mim.
Fuder em comunhão com o sagrado, não no outro mais em mim, que saudade sem fim. Sem segurar suas mãos meus pés só conhecem a escuridão. Sei que vive bem entre amigos, musicas e gargalhadas intermináveis, mas eu continuo aqui e cada hora que passa é para promover o suicídio da minha fé, eu precisava odiar alguma coisa, mas acabei odiando todas elas. Tudo morre até eu, mas o meu desejo segue e desaba dentro de mim. Sabe sua cueca vermelha? Eu roubei, sinto o cheiro dela todas as noites, ela é minha cidade, meu estado, minha nação, ela é meu pranto e oração. Fico assim sem você, sem açúcar, sem sal, tentando sufocar esse desejo desconcertante de desnascer''.
Marlon de Albuquerque.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

O gosto do sexo sem rosto- Diário secreto de um garoto de programa




O príncipe baiano, feito de goiabada e poesia.
Nunca um livro me impactou e me prendeu tanto, cheguei a dizer que era meu segundo melhor livro, me equivoquei, é o primeiro e melhor de todos.
A história de um menino que foi da Bahia pra São Paulo pra ser piloto de avião e acabou por se tornar garoto de programa, tinha tudo para ser apenas mais uma história cheia de pornografia, sexo e drogas, mas acabou por me surpreender, como um lindo romance que não acabou com o clichê “Felizes para sempre”.
Passei por tudo junto com ele, conheci o Star Boys, cheguei a me imaginar na sala de TV, na cozinha conversando com os demais rapazes, cheguei a sentar na área externa e fumar um cigarro com Diego (que eu nem sei o verdadeiro nome), cheguei a fazer programas com ele e a dividir o prazer e o repúdio de se entregar ao prazer do outro.
Passei pela alegria de me redescobrir e enfim me aceitar homossexual, pela tristeza e revolta de lembrar os momentos ruins da infância, passei pela saudade da família, pelo vislumbre de conhecer lugares novos e nem sempre achá-los interessantes. Excitei-me com novas fantasias, me assustei com alguns pedidos, me identifiquei com situações.
Entristeci ao ver tantas pessoas desistirem de seus sonhos e se acomodarem a uma vida medíocre de ser apenas o objeto de gozo de outrem, me entristeci ao passar por tantas pessoas cheias de si e vazias de amor.
Chorei pela perda do peixe e entendi o porquê Diego diz sermos tão parecidos com eles, chorei pela partida de Afonso que foi viver uma história de amor não muito comum, chorei pelas inúmeras vezes em que Diego se sentiu só e nem Alexandre, nem eu estávamos lá pra segurar sua mão.
Passei a ver a poesia como alimento diário, entendi que ela é apenas o vômito daquilo que o mundo nos faz engolir e que sendo alegres ou tristes, cada uma tem seu valor.
Aprendi que sonhar é bom, que realizar sonhos nem sempre é prazeroso, mas que perdê-los é como morrer. Aprendi que a felicidade é subjetiva e tão efêmera quanto à vida de uma lagarta.
Entrei em choque ao perceber coisas que são a mais pura verdade e que eu nunca havia pensado sobre, como por exemplo, o amor que nasce do sexo não é o amor puro, e se acaba quando o prazer do sexo acaba.
A forma como Marlon Albuquerque conseguiu entrelaçar, pornografia, romance, amor, poesia, sexo e goiabada me fascinou.
Amei cada página, vivi a Star Boys como se fosse um dos garotos, tentei experimentar de tudo um pouco sem pré-conceitos.
Noite passada sonhei com Diego.
Cheguei à Star Boys e pedi a Eduardo que chamasse o “Baiano feito de goiabada e poesia”, conversamos por um tempo, ali mesmo, na garagem, até que perguntei a Diego se poderia beijá-lo, ele me olhou com aqueles olhos doces e me respondeu dizendo que – se pra mim aquilo fosse importante, que eu fizesse – e então nos beijamos.
Assim acabei minha experiência com o “O gosto do sexo sem rosto”, esperando que Diego tenha feito a escolha certa, não necessariamente nessa ordem de sentimentos, as coisas iam e vinham, precisei voltar algumas vezes pra ver se tinha perdido algum detalhe, as coisas se encaixaram e por fim eu aceitei o FIM.
Felipe Cazazco – Natal 01.05.2014 – 03: 46 am.