quarta-feira, 18 de dezembro de 2013


''Entre ele e mim existia uma relação de transcendência, meio sagrada, e por que não dizer religiosa. Ele era para mim o deus intocável, de nome impronunciável e que jamais poderia adentrar as soleiras de minha pobre morada. Ele era a configuração mais concreta do meu desejo. O lugar onde minha alma de criança achava repouso. Quem um dia soube admirar um brinquedo na vitrine mesmo sabendo que nunca poderia ser seu, teve uma experiência primaria de Deus, a quem amamos sem possuir''. Marlon.

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