Surpresa

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Robson






Seja na mira de um revolver, ou na mira de uma flor, todo amor vira terror.
Amar é grave, mas não é crime.
Dos quase mil amores que tive, você foi o único que me deu amor, tecido de palavras por isso te estendo carinhosamente a palma da minha mão para que nela você cante, dance , represente e depois te empresto minhas asas e você voa!
Basta um olhar de desprezo e você acaba com meu dia, minha semana e minha vida, eu imploro não me deixa sozinho sem você e seu perigoso carinho.
Pela primeira vez senti medo de escrever, a gente nunca sabe como a coisa vem. .
Quando chego tarde demais, escrevo nas madrugadas.
O meu maior medo é que esse verso que tanta gente detesta , justamente porque não presta,chegue tarde demais em sua retina.
O Deus pouco a pouco está me levando para os quarenta anos, me recuso a ir, mas por razões que desconheço acabo chegando mesmo sem ir.
Eu só sei amar grande, e tudo que vivi foi mais pequeno , do que um livre erro de português.
Eu tenho medo dobrado, medo de sentir medo.
Na verdade quero morar sozinho, beber sozinho, gozar sozinho, dormir sozinho e acordar consertado.
Sim, penso que somente duas vezes estive apaixonado e nu.
Logo eu que nunca fui contra o espanto, sou privado da macabra melodia, uma vez que meu coração bate em sua perfeita sintonia.
Eu tenho religião, não pega bem continuar essa ciranda sagrada e erótica.
Como um cachorro vivo te seguindo, te venerando, sofrendo, amando e chorando.
Pela idade, tenho respiração cansada, sai ileso de todos os golpes, menos o da cruenta solidão.
Na ultima vez que fui à missa, uma putinha quase infantil, fez meu pau ficar duro, duas vezes, enquanto o padre falava , meu pau latejava.
Vamos falar a verdade, no final das contas acabamos devotos de santos do mal.
Eu vivi entre putas esquizofrênicas e psicóticas, que chupavam todos os internos, inclusive eu.
Afinal o beijo na boca é o verdadeiro sexo oral.
Hoje orei, depois fui punhetar, mas não deu certo, as palavras da oração não saiam de minha cabeça.
Existe uma santa, se não me engano é madre Tereza D, avila, que em vida toda vez que orava chegava ao orgasmo.
Quero seu abraço morto, porque se chama abraço!
O amor ao passo que se torna verdadeiro vale tudo, vale vida e morte.
Ganhei um pouco de dinheiro vendendo mentiras escritas, mas paradoxalmente todos os meus amigos se afastaram, sinto falta de amigos, mas às vezes perdido, nem sei se eles existem de fato.
O mais secreto em mim é orfandade, sinto desprezo pleno e incomum pela solidão, e ao mesmo tempo eu a quero.
Amo beber sozinho, com cigarros, musica e cercado de flores de plástico.
Quem me carrega pelas mãos antes que meu telhado despenque é a criança que um dia fui.
Paulistanos são patologicamente obcecados por dinheiro, sexo e drogas. Eu também às vezes.
Essa carta é para o Robson, mas pode ler antes de entregar, se não chegar a ele a tempo, por favor, digam que perdão é mentira e que todas as vezes que falei de amor em minha vida, era porque eu de fato amava.
Eu sou um garoto de nove anos, tenho as costas chicoteadas, sou assustado e medroso, e somente eu sei o quanto é difícil continuar vivendo.
A minha mente nunca terá quarenta anos. Meu cérebro é de nove.
Acredito em tudo e quero você agora, não acredito em destino, embora eu saiba que ele realmente existe.
Sobre o punhal e o sangue dizem que é maldade, mas eu acho que é amor.
A alegria é remédio para os doentes e não e não premio para os santos essenciais. Marlon -Príncipe


domingo, 12 de maio de 2019

TE ESPERO NO CINEMA




Cheguei do nada, na sacola um milhão de interrogações e um coração pelejando pela sétima vez.
Nos meus tempos de menino, eu achava que o nível de segurança oferecido ao outro fortalecia o relacionamento, mas hoje sei que é o nível de insegurança que faz o amor durar.
O verdadeiro amor vence tudo , quando vive por um fio, ele dura, ele segue, ele ferve.
Posso ter dançado, chorado, brincado, mas nunca te dei mentiras, tudo era de verdade até eu e minha alma suja eram verdadeiros.
Sinto falta, o que me mata é a saudade do bale do seu corpo em minhas digitais.
Os meninos me massacraram, ou tive inclusive que pedi perdão muitas vezes por um crime nunca cometido. Perdão e prejuízo são duas coisas iguais e eu odeio com igual fervor.
A vida me revelou desde cedo que o maior crime é ser.
Não poder ser é a pior prisão, ao passo que não sobrou mais nada a dizer, Deus me prometeu a mudez um dia.
O amor então me custaria à vida, eu amo de outro modo, ou melhor, de vários modos.
Existem milhares de tipos de amor, aprendi na boca do lixo, qual você prefere?
Voei de asa quebrada e no final da estrada só havia retalhos de amor quebrado.
Até o ultimo dia de minha penitencia, tenho que me contentar com restos.
Hoje no ponto de ônibus eu ri, foram décadas de gargalhadas, porque todos já estavam mortos eu não.
Luto o tempo inteiro para não perder a ternura, eu falo daquela que outrora era natural. A ternura do coração é a mais bonita.
Ontem uma moça ruiva dividiu o guarda-chuva comigo, eu quis dizer algo, mas existem sensações tão iluminadas que não tem nome, apenas a gente sente.
Eu tenho um segredo, e você Gabriel, morto de cachaça e vida não sabe ao menos que ele também é teu.
Anular-me no lado mais macabro do meu lindo apartamento, seria um caminho, mas nada daquilo era meu. A gente perde para a chuva, para o mar e para Deus.
Claridade é uma palavra linda, mas já me cegou no passado do mundo.
Não tenho fé em mim, nem na sorte, nem em Deus.
Com o coração ardendo em brasas, a única coisa que acredito é no que escrevo, embora seja o oficio mais difícil.
Poesia e ponto final, não consigo pensar em outra coisa.
O país não me interessa, eu vou descobrir a trilha escrevendo, ainda que sejam esquizofrênicas palavras.
Palavras são como duas laranjas vivas dentro de mim.
Você já comeu pão morto , assim como eu, são elas as torradas o pão morto.
Eu sofro choro, corto pedaços do meu corpo de gilete e depois ainda tenho que vestir minha mascara de viver e pagar o aluguel.
Conheço muitas cidades países, mas nunca encontrei minha verdadeira pátria, e eu que penosamente moro dentro de mim, como posso esperar a primavera, se nem ao menos me sobra um espaço para eu estacionar meu carro ou meu ódio?
Tomei opioídes, era eles ou eu morria.
A tristeza é a mim totalmente familiar, moro nela e dela não abro mão, a alegria é apenas mais um estrangeiro imundo que passa para fuder meu cu e ir embora arrumando os cabelos.
Vou ganhar muito dinheiro, comprar um amor, depois ele me mata lindamente, de modo que a historia se tornará filme.
Espero-te no cinema.
Marlon- Príncipe maluco

FANTASIA SOLTA



Sentado no chão da sala me ponho a escrever e fumar, com o barulho das crianças brincando e me desconcentrando, mesmo assim ousei parir por carinho inocente algumas meias dúzias de palavras.
Para ser sincero, não sei mais porque escrever, para que? Para quem?
Ontem vi dona Vanda que está aqui no Brasil de férias, fiquei impressionado como ela envelheceu, eu estou pior, já passei dos cinqüenta anos e não tenho nada, minhas mãos calejadas de escrever poemas prosaicos, olhos cansados pelas descontinuidades da vida, sem casa própria, sem dinheiro no banco.
Tenho a Adriana, o que não quer dizer muita coisa, porque ela não me tem.
Passei a minha vida inteira fugindo do amor , porque o primeiro que tive, matou minha vida.
Caminhamos para o fim, não sei o que dizer, só sei que é triste e só.
Ultimamente eu prefiro o ontem, porque ninguém estava morto e minha criança tinha a fantasia solta.
Olho com magoas do Deus, porque sempre que amei, ele jogou areia em minha festa.
Ainda preciso continuar fazendo uns bicos para não morrer de fome de comida e cigarros.
Depois de ter cruzado a linha do equador, descobrir que o prefixo do amor é a dor.
Dane-se você e seu furinho no queixo, eu vou denunciar todo mundo.
Fiquei a vida inteira sem ela, hoje mergulhado em sua ausência morro da minha pior morte.
Vou regar as plantas, ler um livro e depois sofrer por amor, pela moça.
Fui a uma cartomante e ela me disse que fui traído por amor. Não quero a missão de desvendar o avesso do mundo, eu não consigo.
Essa carta que provavelmente você nunca leia é apenas para dizer que desde o dia naquela rua que te encontrei, nunca mais parei de sofrer.
Estava nos búzios, nas cartas, na borra de café, só não habitou seu coração.
Dois corpos nus, sedentos de desejos e traídos pelo destino.
No coração da mulher traída habita todos os demônios.
Mais tarde vou acender uma vela para São Jorge, eu creio no kayros, mas o tempo está passando e o milagre não se deu como pedi.
Hoje faz uma semana que fui a um bar e entre um bilhar e outro alguém chupou meu pau no banheiro, gozei em sua boca, também por isso eu quero falar dos pichadores, eles muito me interessam, mas ainda não estou preparado para sua nudez.
Passo o dia inteiro procurando emprego e ainda me chamam de puta, demente e maconheiro.
Prefiro o lixão a os jardins.
Odeio o mar, porque ele não passa, eu passarei.
Melhorou as coisas, mas me sinto um esgoto, porque foram décadas iguais e mortais.
Papel e caneta são duas maldições altamente perigosas que vivem o tempo todo querendo peitar o insondável.
Olha, preste atenção o inferno é esperar, você eu e todos não sabemos mais esperar,ou não podemos, ficamos doentes, já não sei esperar nem pelo novo em mim, nem por você, nem pela vida, nem pelo Deus que jogou meu pão na chuva.
Não me interesso pela política, carnaval, e futebol.
Sigo da pior maneira, existe coisa pior do que seguir sem esperanças?
Meu cérebro verde cheio de borboletas marrons se diverte com o bater de suas asas, nesse baile fudido de palhaços sem riso.
Sou igual um gato fico quieto em meu canto, mas se mexe comigo eu avanço.
Fui uma criança frágil, hoje tenho que lutar todo dia pelo direito de ser frágil.
Sento em minha cadeira de escritor e me parece que tudo já foi dito.
Meu coração tem labirintos, neles cabe tudo versos de uma canção até macumba de cristão.
Amor eu tenho, sempre tive, mas nunca aprendi usar.
Não gosto do teu beijo, mas gosto do teu jeito, com esse olhar de quem não sabe ser feliz direito.
Hoje eles querem transar comigo e eu os quero no fogo inevitável do juízo final.
Você que ler meus textos intensos e cheios de uma tristeza mansa, eu agradeço, mas não esqueça: escrevo para te contaminar e não para te agradar.
-A senhora pode pagar?
-Sim.
- Quinhentos reais, dinheiro na mão e cueca no chão.
Estou lendo a Biografia de Maysa, o melhor livro que li em 2020, nunca me identifiquei tanto com alguém com me identifico com ela.
Sábado eu vou à rua: Augusta em busca de drogas, parafilias, e DST, s. O que mais me deprime na Augusta é quando os tatuados resolvem contar o significado das tatuagens.
Fui jogado aqui a esmo, ninguém me explica nada.
Voei pendurado nas asas de um pássaro de fogo, apenas para fugir do meu mundo brutal e sem sal.
É verdade que depois do começo, tudo que vier vai começar a ser o fim? Não responda, não me mate, apenas conviva harmoniosamente com essa pergunta.
Cachorro é nojento, e o poeta nos ensina a resignação fingida, mas suas cuecas sujas sou eu quem lava.
Em São Paulo com mil reais você come muitas pessoas, muitas de verdade.
Cortaram minha água, minha luz e a cada dia fica mais difícil pagar o aluguel, acho que vou precisar vender os livros, ou a alma, ou o corpo sem jovialidade.
Retalhos de sentimentos costurados no tecido do meu corpo.
Deus criou Jesus, Maria e o espírito santo, mas me diga de uma vez por todas antes que eu coloque fogo nesse apartamento quem criou Deus?
A policia mais violenta do mundo continua matando gays, negros e pobres, e nós os cínicos genuínos nada fazemos ou se quer dizemos.
67% dos homens preferem sexo anal, e você prefere o que?
Meu coração acelera demais quando leio seu nome.
O dinheiro compra o amor verdadeiro, como disse Nelson Rodrigues?
Eu já cometi meu crime particular, foi em março, mas estou cansado de cometer os mesmos pecados, ao passo que existem tantos pecados novos para eu me deliciar.
A pista me completa mais do que o casamento, e amigos você só conta até a página dois.
Ela com 11 anos, drogada, prostituida, pegou seus trapos e o cachorro nojento e foi morar comigo, levei o barulho do vento, sua maldade e uma tempestade infindável. Tenho medo da policia, de palhaços, e de bailes de carnaval, mas um dia vou a uma festa na laje de alguém e vou dançar até morrer . Marlon- Príncipe maluco

sábado, 4 de maio de 2019

Pedaço de sol






Não Sei dizer se era jaula, ou gaiola, eu não podia nem se quer estender a mão para pegar meu pote de oxigênio.
Carvão, rosas e armas. Com o carvão desenhei um relógio no meu pulso, como fazia minha mãe quando eu era pequeno.
As rosas plantei em meu coração meio flor, meio de aço.
Com as armas matei minha vida.
Não perdi a esperança.
Porque todo amor genuíno acaba em sangue, lagrimas e flores mortas?
Eu vou morre antes por não saber entender e aceitar a finidade das coisas.
Qual é o destino dos finais? Estou perguntando, responde porra.
Morei em um castelo, lá tinha tudo menos eu, fora dele também.
Matam flores para enfeitar defuntos, o pior é que sempre haverá quem goste de flores mortas.
Resolvi andar um pouco pela rua augusta, antes de sair perguntei a meu porteiro, para onde vamos quando morremos, ele disse vou pensar, voltando da rua te respondo.
Na rua augusta vi um monte de gente triste, sem brilho nos olhos.
Penso que a multidão de gente triste e pequena que vi, pode ser eu apenas eu desolado pela vida que me negou um banho de luz para que eu pudesse ir ao encontro do Deus.
Andando sem rumo, de repente me vi cheio de amor e caridade para comigo e todas aquelas pessoas.
Ainda tenho esperança, mas continuar sem fé é um convite irresistível para o suicídio.
O peito de repente é invadido pelo lado mais macabro do amor, se é que o amor tem outro lado. Logo as velas que haviam em meu coração se apagaram e me dei o direito ao pranto.
O coração sangra e a alma chora.
Choro por amor todos os dias, porque seu começo e seu fim estão costurados no mesmo tecido.
Você já chorou por amor? Responda caralho.
A minha volta tudo tão sujo, desorganizado e velho assim como meu coração que te escreve fadado a nunca saber o por que.
Eu, não tenho família, amores e odeio cachorros, mas tenho um pouco de grana para sobreviver e comer umas putas com o que sobra.
Você já morreu de amor? Odeio a sua mudez.
Senhor, senhor está cada vez mais difícil escrever, mas mesmo assim vou tentar continuar, de modo, que não escrevo por prazer , apenas para evitar a crise de abstinência.
Ainda tenho esperança!
Você já matou por amor?Creio que sim, por isso te perdoei e o mundo também.
Às vezes no escuro do meu quarto eu penso em Daniela, ela me lambia inteiro antes de dormir, como gatinho bebendo leite. Era exatamente igual.
Nada daquilo era amor, ela se foi e deixou seu cheiro de ternura e carinho raquítico.
Faço força para manter a esperança.
Eu estava com um raciocínio ótimo, comecei a escrever e tudo virou uma bosta.
Voltei para casa, na augusta não tem sol e isso me mata.
Voltando perguntei novamente ao porteiro, para onde vamos quando morremos, ele disse para o cemitério.
Sabia que você pode morrer hoje ou amanhã? Eu estou me preparando para o sopro final, e você?Penso que não porque se assim fosse, o mundo seria bem mais colorido e menos dolorido.
Ao entrar no quarto tinha garrafas de uísque vazias, pontas de cigarros espalhado por todos os cantos e um cheiro de maconha insuportável.
Vesti minha roupa de príncipe, acendi uma vela para santa Clara, sentei ao lado da vela e pensei: talvez eu tenha sido amado, ou eu tinha alguma coisa que por egoísmo elas precisassem.
Nunca, nunca, nunca fui amado da maneira que necessito ser amado.
Levantei peguei um pedaço de carvão que estava dentro de um copo virgem, para trazer boas noticias e com o carvão eu escrevi na parede: Amor é mentira.
Essa era a minha vingança contra um Deus todo poderoso.
A luz de vela na poltrona velha perto da cama estava lá o inimigo de Deus. Ele logo estendeu as mãos para mim.
Mas o que afinal ele queria de mim?
Para onde ele me levaria, pois nunca tive interesse pelo inferno e o paraíso, ele não tinha a senha.
Caminhei em sua direção e logo a vela se apagou sozinha, novamente acendi a vela, mas ele já tinha partido ou meu pensamento infeccionado inventou tudo isso.
Deus foi brutal comigo, não me permitiu revelas para o mundo que meu coração é o quintal de minha casa.
Deus roubou todas as minhas dezenas de amores, e como se não bastasse abortou meu carnaval, ainda na maternidade.
Nada nesse mundo é mais afrodisíaco do que um ser inteligente. O poeta me contou.
O que nos mantém vivos é a certeza e a liberdade de colocar fogo no circo, e não precisar conviver com a fumaça.
Eu sou um vendedor de dores, de modo que sou apaixonado pela vida e pela morte com igual fervor.
Solidão é tristeza em braille.
Não acredito em bruxas, mas sei que elas existem.
Entre dois que se amam e perpetuaram esse amor, há sempre um punhal , preparado para o golpe final.
Da janela do meu quarto eu gritava pelo afago de um Deus, ou um copo de cachaça.
Não se preocupe com a morte ela é tão vulgar, que sempre leva primeiro crianças, negros, gays, pobres e mulheres.
Meus mais de mil livros não suporto mais, meus discos também, até o espelho de meu quarto quebrei com uma cuspida violenta.
Se eu não fosse poeta, o que eu seria? Talvez feliz.
Deus estava decidido a me fazer beber até o fim meu cálice de fumaça mortal.
Sou um pássaro de asa quebrada.
Os príncipes também choram?
No meu lindo tumulo quero escrito (não aprendi dizer adeus).
O apostolo Paulo dizia ter um espinho na carne, eu também tenho e é a a minha velha inabilidade em lidar com o fim das coisas.
Com as mãos sujas de carvão e cera de vela eu me rendo e declaro aqui que toda família tem putas, cornos, gays, drogados, ladrões, quem vai levanta a mão primeiro, você? Ou eu?
Depois que mataram meu grito, o mundo teria que virar de cabeça para baixo para eu voltar a caber dentro dele.
Ainda não perdi a esperança, a gente nunca perde o que nunca teve.
Sou livre por dentro e por fora, ontem peguei na rua alguém para fuder comigo, acordei a pessoa já havia partido, não me lembro se era homem, travesti mulher, casal ou outros.
Depois de me percorrer inteiro me dei o direito de depois de meia noite transar com qualquer coisa que se mova.
Marlon príncipe




quarta-feira, 1 de maio de 2019

A alegria suicida




Nasci com quatro penitencias, cumprindo a terceira a duras penas. A quarta eu não consigo,quando eu estiver diante de Deus eu tomo um uísque , acendo um cigarro e de coração limpo peço perdão.
Sinto pânico, angustia, medo e dores de parto.
Outro dia vi um pássaro sendo assassinado, mataram seu canto, seu vôo, sua vida e seu pranto.
Todos choramos, eu tenho um pequeno palhaço que Robson me trouxe e ele chora, todos os dias como eu.
Hoje distraído e, sem mais esperar nada do mundo suicida no qual habito, eu recebi uma linda flor de quem mais amo, foi lindo, meu corpo marcado se enchei de estrelas.
Logo depois continuei na praça, sentado, sem coragem de viver e sem coragem para morrer. Apático
O pássaro era alegre, eu não.
Me disseram que uma cigarra permanece anos em baixo da terra e quando finalmente nasci para a vida, vive apenas poucas horas, ela canta tanto que morre de tanto cantar.
Preciso de força, amigos, goiabada,para continuar caminhando, seguindo, mas meu corpo retalhado e levemente inclinado para poesia perde a cada segundo a resistência.
Carrego meus corpo pelas ruas, ninguém suspeita que viver doa em mim, eles não querem pensar em mim e nem em você.
Sigo com o peso de quem carrega pedras.
Antes que eu esqueça falei da cigarra porque existem alegrias suicidas.
A cigarra, o pássaro e eu temos algo em comum: a dor de não ser gente e precisar de um favônio para viver morrendo a toda hora.
O amor perdeu para seu contrario, sabe qual o contrario do amor?
Ninguém sabe amar, e todos quê vão embora sem piedade do coração alheio, deveria morrer com uma bala no peito, teria meus aplausos.
Algumas vezes já sonhei morrendo com uma bala no peito, talvez isso aconteça, mas a morte é uma farsa.
O amor e o inferno são duas coisas iguais.
Nada mais nobre do que morrer, e matar por amor, lembre-se eu disse por amor;
Amor, feitiço, veneno às vezes percebemos tarde demais, somente depois do grito fatal.
Ele disse que me amava, mas depois de quarenta dias só restava seu cheiro em meus lençóis e eu embriagado de maçã. É justo?
O que faço com minha mais recente desordem emocional?
Talvez escrever, mas escrever, mesmo sem a menor vontade?
O amor é GRAVE, e PERIGOSO, que calvário e você com quase cem anos tolo não percebeu. Amor mata.
Cintia matou Luciano e depois se matou por amor.
Hoje meu telefone tocou quatorze vezes, e eu que somente queria o amor tranqüilo não atendi.
Meu purgatório que começou na maternidade pede socorro o tempo inteiro e isolamento também, porque o adulto é triste.
Ando pelas ruas gritando o nome de pessoas que nem sei o nome.
Talvez, ou não eu precise de muita coragem para atravessar o oposto de mim mesmo para entrar na estação das flores.
Ganho dinheiro vendendo as minhas desgraças, ou prostituindo POBRES palavras prosaicas, quero e preciso dizer tudo que me foi revelado secretamente sobre o amor.
Mas para uma alma defasado de tanto amor não dado é impossível falar de amor com pureza de coração é necessário passar pelo território abençoado do inferno.
Sou gay, rei, feiticeiro e dama, porque o que Deus risca ninguém rabisca.
Como são ingratos os homens, e pior eles nem percebem o quanto são INGRATOS.
Ele é retirante, gordo, pobre, gay, e feio, mas possui o dom dado pelo o Deus de enfeitiçar pessoas, ao passo que o seqüestro da subjetividade vive na varanda da casa velha.
Cada lagrima reprimida, cada corte, cada dor, cada lagrima rolada, um dia o mundo vai me pagar tudo que me deve.
Humanos descartando humanos como se fossem lixos. O inferno deve está Lotado de almas que juram amor eterno e na semana seguinte está na cama de outro.
Eu a cigarra, e o pássaro seguiremos de mãos dadas rumo ao jardim do éden, Até o golpe de graça. Fim!
Marlon príncipe maluco

domingo, 28 de abril de 2019

Deus


Nunca foi sorte , sempre foi DEUS . . .
Marlon príncipe

Eu?



A cada 40 segundos alguém em se mata , a cada 8 segundos alguém tenta. De quem é a culpa?
De todos nós que nunca derramamos um olhar demorado sobre o outro. Perdemos o dom do abraço, carinho e disponibilidade emocional. O mundo caminha para um INFERNO interior, onde a dor e a solidão se tornam insuportavel. Quem será o próximo?Você? Eu? Nunca saberemos, mas uma coisa é fato nosso egoismo vai nos matar.
Quando desabamos todos se afastam, isso é fato. Mas existe outros fatores racismo, homofobia, misóginia . . .
Sem contar no efeito diabólico chamado Bolsonaro, que a cada dia faz aumentar a fome, desemprego e falta de esperança.
Parafrasiando Clarice Lispector: Todo sentimento diabólico nasce da falta de esperança.
Clarice sempre tem razão.
Marlon Príncipe

quarta-feira, 27 de março de 2019

Mia


" ... nenhuma palavra alcança o mundo, eu sei. Ainda assim, escrevo..."
( Mia Couto)

quinta-feira, 21 de março de 2019

Lispector


Pode-se ter o dom e não ter a vocação , é como ser chamado e não poder ir . . .
Clarice Lispector

Amo tanto as pessoas, que consigo até perdoar a mim mesma , com o que sobra.
Clarice Lispector

quarta-feira, 13 de março de 2019

Matadores


Testemunha relatou que Guilherme sofria bullying homofóbico na escola Raul Brasil no ano passado. Uma das ofensas que ele sofria era ser chamado de "mulherzinha" por causa do seu cabelo comprido, pela sua timidez e pelo seu corpo magro. Ele desistiu de estudar por causas das ofensas, segundo sua mãe.

Guilherme se tornou algo que não deveria, por puro ódio, por preconceito, por HOMOFOBIA.

A homofobia que é a principal causa de suicídio entre jovens, que causa evasão escolar, agressões em sala de aula e nas piores situações podem resultar nesse "plano de vingança terrorista".

Aproveitou que a escola tinha suas fragilidades na segurança, destruiu vidas e sonhos, depois se matou.

Escola tem que implantar urgentemente ações contra o bullying, e combater o bullying não de forma genérica, mas também incluindo o enfrentamento a homofobia. Tem que falar sobre LGBT SIM!

Nenhum adolescente deveria sofrer discriminação por aparentar ou ser uma pessoa LGBT, o ódio só causa ódio!

Mas vai tentar explicar isso para os governantes...

Marlon